Santa Maria Madalena
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Museu: Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
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Nº de Inventário: ME 760
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Pintura
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Autor:
Autor desconhecido (Pintor)
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Datação: Século 17
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Suporte: Tela
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Técnica: Óleo
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Dimensões (cm): Alt. 27 x Larg. 40
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Descrição: Segundo uma lenda forjada na Borgonha, no decorrer do séc, IX para justificar a presença e a autenticidade das relíquias de Santa Madalena na Igreja de Vézelay, Maria Madalena teria embarcado com os seus irmão, Marta e Lázaro, em companhia do bispo Maximino e e das Santas marias; numa barca sem vela nem leme que teria acostado na costa provençal, no porto de Marselha. Após ter convertido à fé cristã o príncipe pagão, retirou-se para fazer penitência na solidão da Saint-Baume, ou seja, na santa gruta, onde permaneceu durante trinta anos. Nesta pintura a Santa encontra-se em meditação perante um crucifixo que segura nas mãos. Encontra-se sentada sobre algo baixo, meio reclinada e apoiada sobre uma pedra onde repousam livros e uma caveira. No chão, perto de si, encontram-se vários livros, um dos quais aberto e junto a estes uma mosca, elemento de estranheza, cujas proporções são bastante grandes relativamente ao resto dos elementos da pintura. Do lado direito, à entrada da gruta, encontra-se um objecto de forma quadrangular e sobre este uma esteira enrolada. No interior, um pequeno altar esculpido na parede da gruta.
A santa encontra-se vestida com uma saia azul que lhe deixa a descoberto um dos pés, nu, e uma camisa branca com corpete vermelho, com um enorme decote que deixa ver os seios. O decote está enfeitado com uma jóia. E é esta forme de trajar que deixa entrever a sua anterior condição de cortesã. Os cabelos caem soltos sobre os ombros.
A luz parte da direita caindo num feixe sobre a santa deixando o resto do espaço envolto na penumbra. A pintura é muito delicada, pintada em finos traços, com bastante pormenor.
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Origem/Historial: A pintura pertenceu à colecção da Biblioteca Pública de Évora, vindo referida no inventário desta colecção realizado por António Francisco Barata em 1890, com o número 278, levantando-se aqui a hipótese de ser Madalena no deserto. Esta identificação já tinha sido sugerida por Gabriel Pereira no inventário por si realizado em 1884, onde a pintura aparece com o número 91 como "Magdalena no deserto."
A 1 de Março de 1915 a colecção da Biblioteca Pública de Évora foi transferida para o Museu de Évora.
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Incorporação: Biblioteca Pública de Évora
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Bibliografia
- PEREIRA, Gabriel - A collecção de desenhos e pinturas da Bibliotheca d'Évora em 1884. Lisboa: Officina Typographica, 1903