Peitoral de Arreio de tiro à portuguesa, para 6 cavalos, designado por ornatos rocaille, D. José I
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: A 3716
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1750/1775
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Dimensões (cm): Comp. 190 x Larg. 35
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Descrição: Coelheira de peitoral de Arreio de tiro à portuguesa para serviço dos coches reais. Em couro preto com aplicações de latão (no cilhão apresenta as armas reais da época de D. José I).
As fivelas são em metal dourado apresentando trabalho relevado e cinzelado de volutas e concheados ao gosto rocaille. Possivelmente devido a sucessivas intervenções nas peças, nem sempre as fivelas são de desenho igual em virtude de substituição por fivelas de outros arreios. Pertence a um arreio para seis cavalos.
Peça constituída por correia larga (11 cm) que acompanha o peito do cavalo e onde é exercida a força de tracção do animal (a peça é constituida por duas correias de couro cozidas entre si, sendo que a maior apoia no cavalo e a menor tem todos os outros elementos presos). Nas extremidades encontram-se grandes fivelas circulares (fivela do rebocador da coelheira?) para prisão dos tirantes de tracção (de gancho ou balancim), seguidas de passadeiras em couro que prendem as pontas soltas dos tirantes. Antes da passagem do tirante pela fivela do rebocador passa primeiro por uma pequena fivela de couro.
Nas fivelas encontram-se igualmente presos descansos de arreio com fivelas decoradas para prisão ao cilhão. Após cada uma das passadeiras encontram-se pequenas argolas semi-circulares metálicas que suportam outros descansos similares que prendem uma segunda correia de prisão do cilhão.
No caso do terceiro e quarto cavalo encontram-se duas argolas em ferro presas nas fivelas do rebocador para prisão do tirante de gancho do cavalo que segue em frente. Dos descansos anteriores do cilhão, prende um segundo descanso (correia de couro simples) para prisão do tirante referido.
No caso do quinto e sexto cavalo existem em cada um das faces do peitoral duas passadeiras, sendo a mais próxima da fivela do rebocador de maiores dimensões, de maneira a acondicionar quer as pontas soltas do tirante de tracção, quer o tirante da retranca. A segunda, menor, serve apenas para prisão deste. Os fusilhões não se encontram presos no local habitual, mas sim no aro da própria fivela, permitindo a pssagem do tirante da retranca e prendendo apenas o tirante de tracção.
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Incorporação: Administração da extinta Casa Real. Fundo antigo do Museu.
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