Correia curta
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Museu: Museu Nacional dos Coches
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Nº de Inventário: A 3747
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Meios de transporte
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 19
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Dimensões (cm): Comp. vv x Larg. vv
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Descrição: Correia curta de couro (3, uma está partida), a fivela encontra-se numa das extremidades, podendo ter ou não passadeira, na outra extremidada encontra-se a furação. Desconhece-se a utilização.
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Origem/Historial: A sela mexicana é caracterizada pelo aspecto pesado e riqueza decorativa, tendo maiores afinidades com a sela árabe do que com a andaluza, inclusive no princípio construtivo. É revestida de couro de vaca, repuxado e gravado, com ornatos em prata cinzelada. Para a estrutura, o cacto é o material eleito pois, depois de seco é extremamente resistente ou mesmo inquebrável.
Os estribos que acompanham esta sela são geralmente em forma de "U", sendo a soleira revestida de couro bastante espesso de modo a aumentar a aderência. Contudo, o México conheceu - e conhece ainda hoje - outros tipos de estribos, nomeadamente o "estribo-chinelo" que não só protege o pé do cavaleiro como evita que o animal se fira nos espinhos dos cactos, uma vez que o cavaleiro o coloca numa posição avançada em relação ao peitoral da montada.
A cabeçada é muito simples: testeira, uma correia para a orelha esquerda e duas faceiras com ganchos de ligação ao freio. Este, é constituído por canhões sem montada e as cãimbas ligam-se às rédeas por meio de correntes com cerca de 30 cm de comprimento.
O México é considerado o maior produtor de prata do mundo, com cerca de 40% da produção total, situando-se as jazidas no planalto, sobretudo na parte meridional. Graças às avultadas encomendas de peças em prata feitas pela Igreja, a ourivesaria sul-americana conheceu o seu período áureo no século XVIII, findo o qual entrou em declínio, passando a prata a ser então utilizada em peças utilitárias, tais como arreios de cavalaria.
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Incorporação: Administração da extinta casa real. Fundo Antigo do Museu.
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