Desenho miúdo

  • Museu: Museu Nacional de Machado de Castro
  • Nº de Inventário: 9617;C34
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (Oleiro)
  • Datação: 1650
  • Dimensões (cm): Alt. 26,8 x Diâm. 10,5
  • Descrição: Manga de farmácia pintada azul e manganês de grande fogo, com o colo decorado com faixa preenchida por folhas e flores, em alternância e a base por faixa preenchida por ovados, sendoa restante superfície ocupada por animais em paisagem exótica.
  • Origem/Historial: O albarelo, palavra derivada de al-barani (vaso de drogas) é um recipiente cerâmico em forma de vaso cilíndrico ligeiramente curvo na parte central para facilitar o seu manuseamento, esmaltado no exterior e interior para evitar a porosidade natural do material cerâmico. Eram usados para armazenar substâncias sólidas e viscosas usadas na confeção de medicamentos, tornando-se o contentor farmacêutico por excelência e o elemento mais importante da frascaria das boticas. A origem do albarelo é persa, provavelmente do séc. XII e o seu desenho parece inspirar-se na cana de bambu, já que este material era usado como contentor no transporte de drogas. Chega ao Sul da Europa através das zonas de influência muçulmana como objeto de luxo e pouco depois começa o seu fabrico nas ditas regiões para uso interno e de exportação, convertendo-se nas primeiras peças de cerâmica de uso exclusivo nas farmácias europeias. Os centros produtores mais importantes foram, Manises, Teruel, Paterna e Talavera de LaReina, na Espanha e Faenza e Urbino, na Itália. Fabricaram-se de diferentes tamanhos, sendo os mais pequenos usados para guardar pílulas. A partir do século XV estavam amplamente difundidos pela Península Ibérica, França e Itália. Durante este século e no seguinte foram produzidas, no que à decoração se refere, os exemplares mais significativas, nomeadamente os hispano-árabes e os do renascimento italiano. No século XVII o utilitarismo sobrepõe-se ao decorativo, atingindo o seu cume no século XVIII. Neste século o seu uso generaliza-se, predominando os albarelos de cor verde ou azul. Muitas decorações eram personalizadas, com letreiros indicativos do conteúdo, ou escudos heráldicos das ordens religiosas a cujas farmácias eram destinados. Noutras ocasiões, sobretudo nos séculos XVIII e XIX era o próprio boticário que colava uma etiqueta indicativa do conteúdo. Da mesma maneira, era também no local que eram colocadas as tampas, em pergaminho, para preservar a boa qualidade das substâncias, até ao aparecimento de tampas em metal, que as substituíram, com vantagem.
  • Incorporação: Teixeira de Carvalho
  • Centro de Fabrico: Lisboa

Bibliografia

  • A Influência Oriental na Cerâmica Portuguesa do Século XVII. Lisboa: Museu Nacional do Azulejo, 1994
  • BAART, Jan - Faiança Portuguesa,1600-1660.Um Estudo sobre Achados e Colecções de Museus,in Portugueses em Amesterdão. Amesterdão: 1988
  • CARVALHO, J. M.Teixeira de - Cerâmica Coimbrã no Séc. XVI. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1921
  • Exposição de Faianças Portuguesas de Farmácia. Lisboa: Biblioteca Nacional de Lisboa, 1972
  • Faiança Portuguesa,1600-1660[cat.exp.]. Amesterdão: Museu Histórico de Amesterdão, 1987
  • QUEIRÖS, José - Cerâmica Portuguesa. Lisboa: Tip.Anuário Comercial, 1907
  • SANTOS, Reynaldo dos - Faiança Portuguesa,séculos XVI e XVII. Lisboa: 1960

Exposições

  • Exposição de faianças portuguesas de farmácia / XXXII Congresso Internacional de Ciências Farmaceuticas

    • Biblioteca Nacional de Lisboa
    • 4/9/1972 a 9/9/1972
    • Exposição Física

Multimédia

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