Garrafa

  • Museu: Museu Nacional de Machado de Castro
  • Nº de Inventário: 3451;C82
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (Oleiro)
  • Datação: 1641
  • Técnica: Faiança
  • Dimensões (cm): Alt. 24 x Diâm. 14
  • Descrição: Garrafa de forma cilíndrica com gargalo alto remetando em bordo saliente. Pintura a azul. Bojo decorado de um lado por cartela, contendo as armas reais portuguesas e o cronograma 1641 e do lado contrário, uma ave entre flores. Colo decorado com caracóis barrocos. As faianças deste período caracterizam-se pela introdução de temas europeus na decoração. No caso de potes e taças, os temas portugueses mesclam-se com a temática oriental, enquanto que nos pratos a temática europeia ocupa o fundo do prato (covo) e a oriental, inspirada na da “porcelana de carraca”, ocupa a aba. As abas são divididas em reservas (painéis), contendo boninas, corolas de crisântemos, folhas e rolos com laçarias, separadas por bandas, contendo laçadas com selos suspensos, São marcantes as peças ostentando motivos e datas alusivos à independência de Portugal, registada em 1640. Assiste-se também neste período ao uso, ainda tímido, do manganês, ou vinoso, no contorno dos desenhos.
  • Origem/Historial: João Maria Correia Aires de Campos 1847-1920, Conde do Ameal, reuniu uma importante colecção de arte, que estava alojada na sua residência, antigo Colégio de São Domingos, na Rua da Sofia, em Coimbra, posteriormente reconvertida para alojar o Tribunal Judicial. Esta colecção foi leiloada em 1922 e muitas das suas peças foram compradas pelo Estado Português, que as distribuiu pelo Museu de Arte Antiga e Museu Machado de Castro. Outras, foram compradas por particulares que as ofereceram ao Museu Machado de Castro. Muitas destas peças tinham pertencido à colecção do poeta e antiquário Guerra Junqueiro.
  • Incorporação: Proveniente da "Colecção Ameal". Nº 909 do catálogo. João Maria Correia Aires de Campos 1847-1920, Conde do Ameal, reuniu uma importante colecção de arte, que estava alojada na sua residência, antigo Colégio de São Domingos, na Rua da Sofia, em Coimbra, posteriormente reconvertida para alojar o Tribunal Judicial. Esta colecção foi leiloada em 1922 e muitas das suas peças foram compradas pelo Estado Português, que as distribuiu pelo Museu de Arte Antiga e Museu Machado de Castro. Muitas destas peças tinham pertencido à colecção do poeta e antiquário Guerra Junqueiro.
  • Centro de Fabrico: Lisboa

Bibliografia

  • Museu Nacional de Machado de Castro. Roteiro. Lisboa: Instituto Português de Museus, 2005
  • QUEIRÖS, José - Cerâmica Portuguesa. Lisboa: Tip.Anuário Comercial, 1907
  • SANTOS, Reynaldo dos - Faiança Portuguesa,séculos XVI e XVII. Lisboa: 1960
  • Vente d´objects d´art. Collection Comte de Ameal. Coimbra: 1921

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