Prato hispano-árabe: "águias bicéfalas"

  • Museu: Museu Nacional de Machado de Castro
  • Nº de Inventário: 3448;C1431
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 17
  • Técnica: Faiança
  • Dimensões (cm): Diâm. 38
  • Descrição: Grande prato, rodado, com fundo relevado ( "umbunati" ou "tetone", por analogia com o peito das jovens), cobreado, com apontamentos a azul sobre fundo branco e reflexo metálico. O motivo central, ocupando o fundo da peça, é inspirado em tema heràldico, consistindo em duas águias, separadas por uma coroa, cercadas por motivos vegetalistas estilizados (folhas de hera). Estes motivos repetem-se na aba, que apresenta quatro folhas estilizadas (de salsa), acentuadas a azul. O tardoz está decorado com traços curvos reentrantes à maneira de rúbricas.Tem três verrugas equidistantes resultantes de marcas de trempe. Peça considerada luxuosa e por isso usada em situações especiais, substituindo os originais em metal, cuja decoração imita.
  • Origem/Historial: João Maria Correia Aires de Campos 1847-1920, Conde do Ameal, reuniu uma importante colecção de arte, que estava alojada na sua residência, antigo Colégio de São Domingos, na Rua da Sofia, em Coimbra, posteriormente reconvertida para alojar o Tribunal Judicial. Esta colecção foi leiloada em 1922 e muitas das suas peças foram compradas pelo Estado Português, que as distribuiu pelo Museu de Arte Antiga e Museu Machado de Castro. Muitas destas peças tinham pertencido à colecção do poeta e antiquário Guerra Junqueiro.
  • Incorporação: Leilão ameal. Nº 2157 extra catálogo. João Maria Correia Aires de Campos 1847-1920, Conde do Ameal, reuniu uma importante colecção de arte, que estava alojada na sua residência, antigo Colégio de São Tomás, na Rua da Sofia, em Coimbra, posteriormente reconvertida para alojar o Tribunal Judicial. Esta colecção foi leiloada em 1922 e muitas das suas peças foram compradas pelo Estado Português, que as distribuiu pelo Museu de Arte Antiga e Museu Machado de Castro. Muitas destas peças tinham pertencido à colecção do poeta e antiquário Guerra Junqueiro.
  • Centro de Fabrico: Manises

Bibliografia

  • Vente d´objects d´art. Collection Comte de Ameal. Coimbra: 1921
  • Marti, Manuel Gonzalez-Ceramica del Levante Espanol, Sieglos Medievales: Losa, Barcelona, Editorial Labor, 1944

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