Caneca portuguesa
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Museu: Museu Nacional de Machado de Castro
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Nº de Inventário: 1619;V4
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Vidros
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1750/1800
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Técnica: Vidro soprado, modelado (asa) e gravado.
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Dimensões (cm): Alt. 23
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Descrição: Caneca de vidro transparente, incolor, com colo cilíndrico, bojo arredondado, asa semi-circular, tampa de encaixe com botão de preensão esférico, assente em base em forma de trombeta. Ornada, junto ao bordo. com elipses cruzadas, alternando com losangos com um ponto ao centro, gravados à roda.
Os motivos gravados copiam os usados na Boémia, na segunda metade do século XVIII. O motivo da elipse estará relacionado com a primeira lei de Kepler (1571-1630) que afirma que a órbita dos planetas em redor do Sol é elíptica, estando o Sol num dos focos.
Estes objectos são comuns em contexto de mesa, mas resíduos de drogas, fazem suspeitar também terem sido usados como contentores nas boticas conventuais.
Adoptaram o formato característico da produção tradicional portuguesa.
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Origem/Historial: Transferência para o Estado Português dos bens outrora pertencentes às ordens religiosas, na sequência do Decreto de Extinção das mesmas e da Lei de Separação do Estado da Igreja.
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Incorporação: Transferência (Conventos estintos). Louriçal
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Centro de Fabrico: Marinha Grande
Bibliografia
- BARROS, Carlos Vitorino da Silva - Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande: 2º Centenário. Lisboa: Fábrica Escola Irmãos Stephens, 1969
- Ferreira, Manuela Maria Luís de Almeida, Eighteenth-century wheel-engraved glassware from Lisbon, in Post-Medieval Archaeology 39/2 (2005),233-242