Caldeirinha

  • Museu: Museu Nacional de Machado de Castro
  • Nº de Inventário: 6033;O4
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Ourivesaria
  • Autor: Autor desconhecido (Ourives)
  • Datação: Século 13/16
  • Técnica: Relevada, incisa, engastada e filigranada
  • Dimensões (cm): Alt. 14 x Diâm. d.c.12,8; d.b.11
  • Descrição: Caldeirinha constituída por base e pé de prata dourada, soldados a quatro hastes de segurança que envolvem o recipiente hemisférico de cristal de rocha e se ligam a uma faixa superior, também de prata dourada. A base, alteada, é do século XIII e apresenta uma orla de motivos filigranados, ondeados e moldurados por cordões, que a separa de uma superfície troncocónicas decorada por doze lóbulos relevados, delimitados nas extremidades por triângulos com filigranas vegetalistas. Cada lóbulo apresenta uma cartela alongada com haste central, da qual arrancam ornatos florais e vegetalista em filigrana. O pé é tubular com bandas diagonais incisas e rematadas por quatro hastes de segurança com cordões enrolados, em prata dourada, do séc. XVI, que envolvem o recipiente da caldeirinha e estão ligadas por sistema de charneira à faixa superior, da mesma época. Esta é decorada com seis cabochões (granada,safira azul e vidro) e cinco camafeus de concha, dos seis que originalmente existiam, com cabeças masculinas e femininas, uma das quais bicéfala, em engastes troncocónicos. As gemas apresentam-se polidas em cabochão, com talhe em mesa ou polifacetadas, e um dos cabochões apresenta três curiosos motivos incisos, tendo sido as gemas montadas no centro de losangos com molduras de pétalas recortadas. Os espaços triangulares intermédios são decorados com motivos idênticos de três folhas incisas dispostas simetricamente sobre fundo puncionado. Dois pequenos castelos rectangulares, encimados por frontão triangular com os escudos de Portugal e rematados por uma pequena cruz, apresentam um simulacro de aparelho de cantaria inciso e servem de suporte e de arranque da asa, de secção cilíndrica, oca e com caneluras espiraladas. O recipiente da caldeirinha, em cristal de rocha, é certamente mais antigo. O pé, fracturado, foi substituído no séc. XIII. Posteriormente, a mando de D. Catarina de Eça, abadessa do Lorvão, a peça foi remontada, tendo-lhe sido acrescentados novos elementos.
  • Origem/Historial: * Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; Nº 19/2006; 18/07/2006*
  • Incorporação: Sé de Coimbra (anteriormente no mosteiro do Lorvão)

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