"Primalião"

  • Museu: Museu Nacional do Teatro e da Dança
  • Nº de Inventário: MNT 135538
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Traje
  • Autor: Silva, Abílio de Mattos e (Figurinista)
  • Datação: 1952
  • Técnica: Sarja; tafetá; malha ; bordado.
  • Dimensões (cm): Alt. . x Larg. .
  • Descrição: Traje para "Primalião", personagem da tragicomédia em duas partes "Dom Duardos" de Gil Vicente levada à cena pelo Teatro do Povo em 1952, já na segunda fase da companhia (1952-1955). Tradução de António Lopes Ribeiro, encenação de Francisco Ribeiro (Ribeirinho) e figurinos de Abílio de Matos e Silva. Tunica de lã azul e vermelha com aplicações de tecido dourado formando xadrez na frente e barra de tecido dourado pintada. Luvas de algodão azul bordadas a fio dourado. Malha de algodão azul. Botas de lã azul. A companhia itinerante Teatro do Povo, dirigida por Francisco Ribeiro (Ribeirinho) e criada por António Ferro em 1936, foi pensada como um veículo de propaganda da "política do espírito" aos meios rurais, apresentando peças com linguagem simples que procuram transmitir principalmente valores "morais" e políticos do Estado Novo e não tanto uma mensagem artística. O repertório de pouca qualidade leva à extinção gradual da companhia no início da década de 40, o que leva Francisco Ribeiro a sair para formar "Os Comediantes e Lisboa". O cargo de director do Teatro do Povo foi sucessivamente entregue a Alfredo Ruas, a Joaquim de Oliveira e a Alberto Ghira. Em 1952 o SNI decide fazer renascer a Companhia e convida novamente Francisco Ribeiro para a dirigir. Nesta segunda fase, que dura até à sua transformação em Teatro Nacional Popular (TNP) no ano de 1955, o reportório é constituído por autores clássicos maioritariamente portugueses, onde a companhia se apresenta em espectáculos ricos em termos de encenação e desenhos teatrais.
  • Origem/Historial: A peça, tendo constituído propriedade do SNI, a entidade estatal responsável pela criação da Companhia Teatro do Povo, viria a ser incorporada na Inspecção-geral dos Espectáculos, com a extinção do SNI (em 1968 passa a SEIT, sendo este último extinto em 1974) e da própria Companhia (em 1955). Por fim, a Inspecção-geral dos Espectáculos doaria toda a colecção de trajes ao Museu Nacional do Teatro.
  • Incorporação: Direcçao Geral dos Espectáculos e do Direito de Autor

Bibliografia

  • MUSEU NAC., Teatro - O Grande Teatro do Mundo ou os classicos em Lisboa. Lisboa: Electa, 1994
  • SANTOS, Graça dos - O Espectáculo Desvirtuado. O teatro português sob o reinado de Salazar (1933-1968). Lisboa: Caminho, 2004

Exposições

  • O Grande teatro do mundo ou Os classicos em Lisboa

    • MNT
    • Exposição Física

Multimédia

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