Descrição: Traje de "Guarda" para a tragicomédia em duas partes "Dom Duardos" , de Gil Vicente, levada à cena pelo Teatro do Povo em 1952, já na segunda fase da companhia (1952-1955). Tradução de António Lopes Ribeiro, encenação de Francisco Ribeiro (Ribeirinho) e figurinos de Abílio de Matos e Silva.
Gibão de fazenda de lã azul com aplicações de oleado cinzento, rematado com franja azul. Mangas de camurcine vermelha e segundas mangas de oleado cinzento. Saiote de fazenda de lã lilás. Calças de fazenda de lã azul azul com aplicações de oleado cinzento, fita de tecido prateado e pompons brancos. Botas altas de veludo vermelho.
Origem/Historial: A peça, tendo constituído propriedade do SNI, a entidade estatal responsável pela criação da Companhia Teatro do Povo, viria a ser incorporada na Inspecção-geral dos Espectáculos, com a extinção do SNI (em 1968 passa a SEIT, sendo este último extinto em 1974) e da própria Companhia (em 1955). Por fim, a Inspecção-geral dos Espectáculos doaria toda a colecção de trajes ao Museu Nacional do Teatro.
Incorporação: Direcção Geral dos Espectáculos e do Direito de Autor.
Bibliografia
MUSEU NAC., Teatro - O Grande Teatro do Mundo ou os classicos em Lisboa. Lisboa: Electa, 1994
SANTOS, Graça dos - O Espectáculo Desvirtuado. O teatro português sob o reinado de Salazar (1933-1968). Lisboa: Caminho, 2004
Exposições
Gente do Palco -2º acto
MNT
Exposição Física
O Grande teatro do mundo ou Os classicos em Lisboa