Lucerna
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Museu: Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
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Nº de Inventário: ME 5033
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Super Categoria:
Arqueologia
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Categoria: Cerâmica
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Autor:
Autor desconhecido (Desconhecido)
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Datação: Século 1 a.C
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Técnica: Molde
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Dimensões (cm): Comp. 10,8 x Alt. 5 x Larg. 6,7
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Descrição: Lucerna romana, de barro branco-amarelado, cuja pasta foi préviamente preparada de modo a diminuir as impurezas e aumentar a qualidade, sem engobe.
Reservatório circular, bico de vértices decorado com volutas posteriores simples, com uma meia esfera relevada entre elas, no gargalo, junto ao tampo, que é côncavo, com orifício ao centro, emoldurado pela orla decorada com uma banda de pérolas (seis de cada lado da asa). Asa anelar decorada sulcos. Base côncava, com anel inciso, que circunscreve o que parecem ser três círculos, ou anéis, dispostos horizontalmente (largura).
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Origem/Historial: Esta lucerna pertenceu provavelmente à colecção de Frei Manuel do Cenáculo que originou a colecção da Bilioteca Pública de Évora. Vem referênciada no Inventário, sobre a colecção da Bilioteca Pública, elaborado pelo António Francisco Barata (1890), na "Relação dos principais objectos contidoz nas vitrines ou taceiraz do Museu" com o nº 16 - "Lucernaz diversaz na forma e no barro de que feitaz (22).". É provável que esse conjunto corresponda aos nº de inventário ME 3389, ME 5027 ao ME 5048.
Gabriel Pereira (1947) num artigo sobre a Bilioteca Pública, faz referência a um conjunto de lucernas em exposição na primeira vitrine: "Lucernas vidradas e não vidradas, com ornatos ou sem eles; umas de barro branco, outras de vermelho;", englobado num capítulo sobre "OBJECTOS DE ARTE, ARQUEOLOGIA, RAROS E CURIOSIDADE, PRODUTOS NATURAIS".
Vem referenciada e descrita, como parte da colecção do Museu de Évora, por José António Ferreira de Almeida, como não estando
calssificada em nenhuma tabela - Dresser, Bronner, British Museum, Palol Salellas.
Estas são lucernas do tipo "Riotinto-Aljustrel" (Nolen, 1994), que parecem ser um produto relativamente barato usado pela parte menos abastada da população; "a homogeneidade da pasta faz-nos pensar num fabrico regional com indicação para o Sudoeste da Peninsula."
A 1 de Março de 1915 foi transferida com a restante colecção para o Museu de Évora.
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Incorporação: Biblioteca Pública de Évora
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Bibliografia
- FERREIRA DE ALMEIDA, José Antonio - "Introdução ao estudo das lucernas em Portugal" in O Arqueólogo Português, Nova Série, II. Lisboa: 1953
- NOLEN, Jeannette U. Smit - Cerâmicas e Vidros de Torre de Ares - Balsa: Istituto Portugês de Museus, Museu Nacional de Arqueologia, 1994
- PEREIRA, Gabriel - Estudos Eborenses, I, 2ª ed. Évora: Edições Nazareth, 1947
- SOUSA, J.J. Rigaud de - "Inventário de materiais para a arqueologia bracarense" in Bracara Augusta, vol. XX, nº 43-44 (55-56). Braga: 1966