Cabra

  • Museu: Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
  • Nº de Inventário: ME 3294
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido (Desconhecido)
  • Técnica: Fundição
  • Dimensões (cm): Comp. 10,8 x Alt. 13,1 x Larg. 2,7
  • Descrição: Pequeno bronze figurando uma cabra maciça, em cima de um suporte, que se prolonga de cada perna convergindo até formar um só, que denota alguma rudeza artística. Focinho sem grandes pormenores com olhos narinas e boca representados com depressões, tem uma barbicha e dois cornos. Corpo decorado com traços representativos do pêlo, que termina numa pequena cauda ligeiramente dobrada, com a representação do sexo. Corpo e patas representadas com algum pormenor e realismo, pelas formas e pormenores, como as unhas bipartidas.
  • Origem/Historial: Esta peça pertenceu à colecção da Biblioteca Pública de Évora, e provavelmente à de Frei Manuel do Cenáculo que a originou. Vem mencionada no Inventário, sobre a Biblioteca Pública de Évora, elaborado por António Francisco Barata (1890), na "Relação dos principais objectos contidoz nas vitrines ou taceiraz do Museu" com o nº 15: "Duaz cabeçaz de cabra: aliás: duaz cabraz de bronze com as pernas convergentez a um ponto de união". J. Leite de Vaconcelos (1895), escreve um artigo, ilustrado com gravuras, em que afirma que "No Gabinete Archeologico da Bibliotheca de Evora existem também tres figurinhas de bronze, que representam cabras ou bodes, provenientes do Alemtejo." que podem ser atribuidos à época romana ou à anterior, que se ligavam a uma base ou a uma haste, "Ligando-se a uma base, poderiam ter servido de ex-votos; ligando-se a uma haste, poderiam ter servido de insignias.", e que se poderiam relacionar "com cultos religiosos da Lusitania; e é muitissimo provavel que (...), fossem consagradas a Adaegina, que tinha o seu culto na Lusitania (...), estendido por boa parte do Alemtejo e da Extremadura hespanhola.". Esta ligação ao culto de Adaegina advém de uma grande semelhança entre estas, e uma outra encontrada em Caceres que tinha uma inscrição consagrada à deusa. Gabriel Pereira (1947), sobre a Bilioteca Pública, situa esta e outras peças semelhantes, em exposição na primeira vitrine englobada num capitulo sobre a localização de "OBJECTOS DE ARTE, ARQUEOLOGIA, RAROS E CURIOSIDADE, PRODUTOS NATURAIS" descrevendo-as como "Cabrinhas de bronze, votivas provàvelmente;". Na correspondência interna do Museu encontram-se duas cartas com pedidos para estudar os bronzes desta colecção: em 1987, Maria Luisa Amaral Varela de Freitas pede autorização para "obaservar, medir, pesar e fotografar os bronzes figurativos existentes nesse Museu" para a dissertação final de Mestrado em História de Arte, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; em 1984 (?) o mesmo pedido é solicitado por António Manuel Dias Diogo, Assistente de Arqueologia e História Antiga do Departamento da mesma Universidade.
  • Incorporação: Biblioteca Pública de Évora

Bibliografia

  • BARATA, António Francisco - Relação dos Principais objectoz nas vitrines ou taceiras do Museu. Évora: 1890
  • PEREIRA, Gabriel - Estudos Eborenses, I, 2ª ed. Évora: Edições Nazareth, 1947
  • SILVA, Isabel - A Idade do Bronze em Portugal - Discursos de poder. Lisboa: 1995
  • VASCONCELOS, J. Leite de - "Cabrinhas ou bodes de bronze" in O Archeologo Português, vol. I. Lisboa: Museu Ethnografhico Português, 1895

Multimédia

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