Lápide comemorativa da renovação do aqueduto de Évora, 1605

  • Museu: Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
  • Nº de Inventário: ME 1850
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Epigrafia
  • Autor: Autor desconhecido (Desconhecido)
  • Datação: 1605
  • Dimensões (cm): Alt. 100 x Larg. 177,5 x Esp. 10
  • Descrição: Lápide, rectangular, com moldura composta por três linhas lisas, totalmente preenchida pelo campo epigráfico.
  • Origem/Historial: Na sequência das obras de beneficiação e da criação de um novo conjunto de normas para a utilização das águas do Aqueducto da Prata, Felipe II, certamente instado pelos cidadãos de Évora, faz reunir e colocar na Praça da Cidade, várias lápides associadas ao passado romano e ao aqueduto mandado edificar por Sertório. Segundo o manuscrito do Regimento das Fontes, Aqueduto e Fábrica da Água da Prata da Cidade de Évora, redigido em 1606, sob a supervisão do licenciado Rui Mendes de Abreu, o monarca manda executar lápides com a memória da edificação do aquducto por D. João III, e como não poderia deixar de ser, em memória da reforma recém finalizada: "E Para, que se não perdesse a memoria assy da primeira, e antiga trazida/ desta Agoa a cidade per ordem de Sertorio como da reedificaçam, e restauraçam/ della por mandado do ditto Rey mandei que as pedras, que ficarão dos Romanos/ que falão em Sertório, e no aqueducto, e na anteguidade, e nobreza da cidade/ fossem tiradas de lugares particulares donde estavão encubertas, e restituidas á/ praça publica onde hora estão, e mande, que se pusesse, outra pedra na qual se fi/zesse menção da restituição, e reeddificaçam, que o ditto rey fez, e outra da mes/ma maneira, porque conste do tempo em que eu isto ordenei, e mandei de novo vesi/tar, e acodir ás roturas do ditto aqueducto, E fontes, para, que se não peresse alguma/ cantidade de Agoa." (Espanca, 1944: 110). Ao referir-se a intervenção filipina no aqueduto das Águas de Prata, o Padre Manuel Fialho testemunha que as lápides foram agrupadas sob as varandas dos Paços do Concelho: "No ano de 1600, El-Rei Filipe segundo em Portugal mandou ajuntar as Leis, que já havia sôbre o Aqueduto e renovar as penas contra os daninhos. Em agradecimento o diz um letreiro, em mármore, na praça pública debaixo das varandas do senado. está emparelhado com os letreiros de D. João o terceiro e de Sertório" (Franco, 1945: 133) Onde ainda se encontravam em 1869, quando são transcritas por Augusto Felipe Simões, que pretendia incorpora-las no acervo do museu de arqueologia (Museu Cenáculo), que ficaria situado no templo romano. Com a demolição do edifício as lápides foram depositadas na Biblioteca Pública de Évora (Barata, 1903).
  • Incorporação: Biblioteca Pública de Évora
  • Centro de Fabrico: Évora

Bibliografia

  • BARATA, António Francisco - Catalogo do Museu Archeologico da Cidade de Evora. Lisboa: Imprensa Nacional, 1903
  • ESPANCA, Túlio - "O Aqueduto da Água da Prata" in A Cidade de Évora n.º 7-8. Évora: Comissão Municipal de Turismo, 1944
  • FRANCO, Padre António - Évora Ilustrada, extraída da obra do mesmo nome do P.e Manuel Fialho. Prefácio e índices de Armando de Gusmão. Évora: Edições Nazareth, 1945
  • MURPHY, James - Viagens em Portugal (1797). Lisboa: Livros Horizonte, 1998