Santa Margarida de Cortona

  • Museu: Museu Nacional Grão Vasco
  • Nº de Inventário: 1003
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18
  • Técnica: Encarnada e policromada
  • Dimensões (cm): Alt. 62,5 x Larg. 29 x Prof. 17
  • Descrição: Escultura de vulto pleno representando Santa Margarida de Cortona com hábito da ordem franciscana. De corpo inteiro, de pé, apoiada na perna esquerda, com a direita ligeiramente flectida e mais avançada, a cabeça inclina para baixo. Assenta em base rochosa onde, a seus pés, se encontra uma caveira, e logo atrás desta, um cão (alusão ao animal que desenterrou o seu amante). Outro dos seus atributos é uma cruz, que está em falta e que seguraria entre as mãos (tal como a posição dos braços sugerem, descrevendo uma diagonal), para onde o seu olhar se dirige. De coifa e véu sobre a cabeça, de pontas bifurcadas atrás, veste hábito de pregas profundamente cavadas, volumosas e assimétricas que lhe deixa os pés descalços a descoberto. O cinto de dupla corda que pende do hábito, apresenta cinco nós cuja ponta, franjada, cai abaixo dos joelhos roçando a fímbria. O cinto cruza atrás por duas ranhuras na estrutura. Manto preso ao peito por colchete, descai pelas costas em pregueados largos e verticais e pelos flancos em pregas sobrepostas. Rosto de expressão dolorosa, muito magro, nariz anguloso, boca entreaberta, dentes visíveis. Os olhos salientes de pálpebras dilatadas vertem lágrimas que escorrem pelas faces.
  • Incorporação: Transferência do Arquivo das Congregações Religiosas, com o n.º de ordem 5.

Bibliografia

  • RODRIGUES, Dalila - Roteiro do Museu Grão Vasco. Lisboa: IPM/ASA, 2004

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