Descrição: Raspadeira espessa sobre lasca de descorticamento. Cor cinzenta escura, quase negra, com manchas castanhas.
As raspadeiras carenadas são definidas por P.-Y. Demars e P. Laurent como peças realizadas "mais frequentemente sobre lasca espessa, raramente sobre lâmina espessa, apresentando uma frente de raspadeira elevada, mais ovalar do que circular, formada por um retoque directo, geralmente lamelar, por vezes escamoso". São muito características do Aurinhacense. Sobre este tipo de peças levanta-se desde há muito a dúvida quanto ao seu verdadeiro carácter funcional: raspadeiras, isto é, utensílios acabados, ou núcleos, isto é, suportes para a extracção de utensílios (que seriam, nesta caso, lamelas). No caso desta peça, as diferentes gerações de retoque sugerem mais a função de raspadeira do que a de núcleo.
Descrição de Luís Raposo (2004).
Incorporação: Francisco Tavares Proença Júnior
Bibliografia
FERREIRA, Ana Margarida (coord.) - Arqueologia: colecções de Francisco Tavares Proença Júnior. Castelo Branco: IPM, Dezembro de 2004
Exposições
Arqueologia: colecções de Francisco Tavares Proença Júnior