Frontal de altar

  • Museu: Museu Nacional do Azulejo
  • Nº de Inventário: MNAz 388 Az
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: 1650/1675
  • Técnica: Faiança
  • Dimensões (cm): Alt. 94 x Larg. 169,5
  • Descrição: Frontal de Altar, constituído por azulejos em faiança policroma. Pintura a ocres, azul, verde e manganês sobre fundo branco. Sanefa e sebastos com decoração de grotescos, delimitados por franja e cordão. No pano figura ao centro, sobre uma árvore, o escudo de "armas" dos Carmelitas, constituído por uma cruz sobre um monte e três estrelas, contido em cartela encimada por coroa fechada. Tem a ladea-lo duas árvores floridas, de que pendem romãs e cachos de uvas, e em que pousam um pavão e borboletas. Em seu torno esvoaçam pequenas aves. Na fiada inferior estão representados animais afrontados, patos, elefantes, porcos-espinho e gamos.
  • Origem/Historial: Proveniente de Convento Carmelita,região de Coimbra. O altar, comum às mais diversas religiões, nas quais é sempre lugar sagrado, desempenha no Cristianismo um papel fulcral. Pedra expiatória, evoca o sacrifício de Cristo. Pela importância do altar, o seu adornar sempre ocupou os fiéis, traduzindo-se essa preocupação nas mais variadas soluções. A sua forma facilitava o revestimento com tecidos, e possibilitou, mais tarde, a substituição destes por azulejos. Em 1509 o Cabido de Sevilha, visando moderar os gostos sumptuários, recomenou a colocação de azulejos na decoração dos frontais de altar. A partir do último quartel do século XVI, Talavera de La Reina ultrapassou Sevilha como grande centro produtor de azulejos em majólica. Portugueses fizeram as primeiras encomendas de frontais que imitavam tecidos. O primeiro momento de autonomização do frontal de altar português concretizou-se com o aproveitamento dos ornatos de «grotesco» que na década de 30 do século XVII se afirmou na nossa azulejaria. Estes frontais inspiraram-se nos «panos da India», tecidos indianos pintados ou estampados, produzidos sobretudo na região de Guzarate, trazidos pelos portugueses para a Europa, ao longo dos séculos XVI e XVII.
  • Incorporação: Desconhecido ( fundo antigo ).
  • Centro de Fabrico: Lisboa

Bibliografia

  • Azulejos, catálogo de exposição Europália 91 - Portugal. Bélgica, Bruxelas, Porte de Hal , 20/09/1991 a 29/12/1991
  • MONTEIRO, João Pedro - O Frontal de Altar da Capela de Nossa Senhora da Piedade, Jabotão, Pernambuco, in Oceanos, nº 36/37, Azulejos Portugal e Brasil. Lisboa: CNCDP, 1998-1999
  • SANTOS, Reynaldo dos - O azulejo em Portugal. Lisboa: Editorial Sul Lda., 1957
  • SIMÕES, João Miguel dos Santos - Azulejaria em Portugal no século XVII, 1º vol.. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1971
  • "Um Gosto Português. O Uso do Azulejo no Século XVII", Catálogo da exposição temporária no MNAz, Edição Babel e MNAz, 2012.
  • O Brilho das Cidades - A Rota do Azulejo. Fundação Calouste Gulbenkian. 25 Outubro 2013 a 26 Janeiro 2014. 351 Págs.

Exposições

  • A Influência Oriental na Cerâmica Portuguesa do século XVII

    • Centro Cultural Hessenhuis, Antuérpia
    • Exposição Física
  • A Influência Oriental na Cerâmica Portuguesa do século XVII

    • Museu Nacional do Azulejo, Lisboa
    • 20/7/1994 a 16/10/1994
    • Exposição Física
  • Azulejos, Europália 91-Portugal

    • Bélgica: Bruxelas, Porte de Hal
    • 20/9/1991 a 29/12/1991
    • Exposição Física
  • "Um Gosto Português. O Uso do Azulejo no Século XVII"

    • Museu Nacional do Azulejo
    • 3/7/2012 a 28/10/2012
    • Exposição Física
  • O Brilho das Cidades - A Rota do Azulejo

    • Fundação Clouste Gulbenkian, Galeria de Exposições Temporárias, Lisboa
    • 25/10/2013 a 26/1/2014
    • Exposição Física
  • Josefa d'Óbidos e a Invenção do Barroco em Portugal

    • Museu Nacional de Arte Antiga
    • 15/5/2015 a 6/9/2015
    • Exposição Física

Multimédia

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