Descrição: Painel de azulejos em faiança polícroma: verde, ocres e manganês sobre branco. Representação de um cão atacando um leão contida em reserva de ornatos simétricos que se desenvolvem a partir da base em enrolamentos de acanto, de onde saem troncos dos quais se erguem volutas de acanto que afrontam em concha. Lateral e simetricamente, desenvolvem-se dois imbricamentos de grandes volutas de acanto, semelhantes a plumas, e finos troncos com folhas d... Ver maise louro e bagas.
Barra de acanto curvo e contracurvado, pontuado com flores e resolvido nos cantos com mascarões.
Origem/Historial: Forma de Protecção: classificação;
Nível de Classificação: interesse nacional;
Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devem recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de de... Ver maissenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas;
Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro;
Acto Legislativo: Decreto; Nº 19/2006;18/07/2006
"Tal não obstou a que surgissem também importantes encomendas profanas para decoração de espaços palacianos, construídos ou redecorados a partir de 1640. É o caso do Palácio dos Condes da Calheta e do Palácio da Praia, ambos em Belém, este último desaparecido. Dele veio o conjunto de seis painéis (Cat. 111) que hoje integram a chamada Sala da Caça, espaço do Museu Nacional do Azulejo que pretende recriar um ambiente seiscentista.
Em todos eles se exibem cenas de caça entre animais, motivo central envolvido por vigorosos enrolamentos e volutas de acanto, pintado a amarelo e a verde-cobre, cor que as olarias de Lisboa utilizaram para renovar a sua produção nos derradeiros anos da policromia."
João Pedro Monteiro in "Um Gosto português. O Uso do Azulejo no séc. XVII", pp. 211.