Painel de azulejos

  • Museu: Museu Nacional do Azulejo
  • Nº de Inventário: MNAz 942 Az
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1755/1780
  • Técnica: Faiança
  • Dimensões (cm): Alt. 100 x Larg. 113,5 x Esp. 1,1
  • Descrição: Painel de azulejos, de padrão pombalino, em faiança policroma: azul, amarelo e manganês sobre branco. Painel de 7 X 8 azulejos, decorado com motivos florais e vegetalistas estilizados, sobre fundo branco. Composição constituída por rosetas amarelas, quadrifoliadas, ao centro, com contornos e núcleo a manganês. A linha diagonal é formada por duas "argolas" a azul com um pequeno florão que se irá formar nos dois cantos opostos. Os outros dois cantos são marcados por 1/4 de círculo a amarelo e um pequeno elemento geométrico a manganês, que faz lembrar um rim. Friso exterior composto por uma sucessão de óvulos azuis, entre filetes brancos e bordo exterior azul, e um friso interior com esponjado a manganês. Rodapé esponjado também a manganês.
  • Origem/Historial: O azulejo pombalino deve o seu nome ao ministro do rei D. José I, o Marquês de Pombal, que reconstruiu Lisboa após o terramoto de 1755. Munidos de cercaduras próprias, estes painéis de grande efeito decorativo, apesar da descrição das cores e dos ornamentos, são formados pela alternância de um motivo radical e um outro com motivo em "X", respeitando a continuidade do desenho. O efeito da grelha disposta em diagonal dá uma impressão de dinamismo animando a arquitectura da cidade. A padronagem pombalina pode ser dividida em dois tipos principais de associação de azulejos: repetição de um único azulejo ou combinação de dois azulejos de ornamentação deficiente. O carácter leve e despojado da padronagem pombalina implicou o seu uso alargado por várias décadas, notando-se nas duas últimas décadas do séc. XVIII o predomínio da criação de um tipo único de azulejos e a progressiva depuração da temática ornamental.
  • Incorporação: Desconhecido (Fundo Antigo)
  • Centro de Fabrico: Lisboa

Bibliografia

  • MECO, José - O azulejo em Portugal. Lisboa: Publicações Alfa, 1989
  • SIMÕES, João Miguel dos Santos - Azulejaria em Portugal no século XVIII. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1979

Multimédia

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