Azulejo
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Museu: Museu Nacional do Azulejo
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Nº de Inventário: MNAz 1208 Az
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Cerâmica
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1760/1780
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Técnica: Faiança
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Dimensões (cm): Alt. 14,5 x Larg. 14,5
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Descrição: Azulejos de padrão dito pombalino em faiança polícroma: manganês e ocre sobre branco. Elemento de módulo de padrão decorado com quadrifólio, de núcleo circular manganês pontuado e pétalas trilobadas amarelas e manganês, em disposição cruciforme, disposto sobre tranças de duas hastes entrecruzadas que marcam as diagonais. Aos cantos encontram-se quartos de flor manganês.
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Origem/Historial: O azulejo pombalino deve o seu nome ao ministro do rei D.José I, o Marquês de Pombal, que reconstruiu Lisboa após o terramoto de 1755.
Munidos de cercaduras próprias, estes painéis de grande efeito decorativo, apesar da descrição das cores e dos ornamentos, são formados pela alternância de um motivo radical e um outro em "X", respeitando a continuidade do desenho. O efeito de grelha disposta em diagonal dá uma impressão de dinamismo, animando a arquitectura da cidade.
A padronagem pombalina pode ser dividida em dois tipos principais de associação de azulejos: repetição de um único azulejo ou combinação de dois azulejos de ornamentação deficiente.
O carácter leve e despojado da padronagem pombalina implicou o seu uso alargado por várias décadas do século XVIII,o predomínio da criação de um tipo único de azulejo e a progressiva depuração da temática ornamental.
A colocação de cada azulejo é definida pela sombra dos ornatos.
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Incorporação: Desconhecido (Fundo Antigo)
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Centro de Fabrico: Lisboa, Portugal
Bibliografia
- MECO, José - O azulejo em Portugal. Lisboa: Publicações Alfa, 1989
- SIMÕES, João Miguel dos Santos - Azulejaria em Portugal no século XVIII. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1979