Estojo de faqueiro

  • Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
  • Nº de Inventário: CMAG 717
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1775/1800
  • Técnica: Talha
  • Dimensões (cm): Alt. 40,5 x Larg. 28 x Prof. 22
  • Descrição: Estojo de faqueiro de forma prismática, com topo estreito, de forma rectangular e tampa muito recortada, moldurada, saliente e rampada, acompanhando a inclinação da divisória central. Na frente projectam-se, ao centro, um corpo rectangular, e lateralmente, cantos apilastrados. Ilhargas onduladas nas quais se inscreve fino moldurado, que acompanha o desenho da peça, definindo, na parte posterior um estreito rectângulo ao alto. Base de sublinhado por moldurado múltiplo e recorte interior de perfil acentuado, percorrido por duplo moldurado, apresentando, ao centro, saial entalhado. Pés dianteiros largos e salientes, de saída brusca, inflectindo para o interior e pés traseiros mais estreitos e simplificados. É decorado na tampa por larga cartela entalhada de formato cordiforme desenhada por faixa recortada, que se inscreve dentro de dupla moldura (mais larga a que contorna o perímetro da tampa), que acompanha o recorte da tampa. A faixa da cartela é preenchida por composição de concheados, folhagens e volutas estilizados. As pilastras frontais, com quebras laterais são percorridas por finas molduras que enquadram folhagem estilizada, exposta verticalmente em toda a sua extensão. Estes motivos vegetalistas repetem-se, em dois registos, num estreito rectângulo da parte posterior das ilhargas. No recorte inferior da base dispõem-se, na frente, volutas com apontamentos de folhagem entre elas, que se prolongam pelos pés e, no saial, vazamento envolto por motivos concheados. No saial das ilhargas idêntica composição, mas menos desenvolvida e de pendor assimétrico. Interior forrado de veludo vermelho, dividido em quatro compartimentos, com divisórias ao alto. Nestas, no perímetro e nos ângulos do interior da tampa são sublinhados por espiguilha de renda dourada. Espelho de fechadura de forma rectangular, recortado e percorrido, no bordo, por contas perfiladas, e fundo preenchido por enrolamentos vegetalistas, com ferrolho e haste igualmente recortados e decorados por folhagem. A tampa fixa-se à caixa por dobradiças, de extremidades flordelisadas, colocadas no tardoz.
  • Origem/Historial: Segundo ficha do Dr. Anastácio Gonçalves: "288 - Faqueiro de pau-santo, D. João V, com muita talha. Altura 40,5 cm. A ferragem, embora antiga, não deve ser a primitiva. O interior, forrado de veludo, foi alterado em 3 compartimentos, por chapas frontais ao alto. Compr. em 25/8/959 a Carvº & Aguiar por 6.000$00. Consta que era de Guilh. Moreira, que o tinha de Temudo." Em 1965/67, as Finanças atribuíram-lhe o valor de 10.000$00 (dez mil escudos).
  • Incorporação: Por testamento de 31/07/1964

Bibliografia

  • BRITO, Nogueira de - O Nosso Mobilário. Porto: Lello & Irmão, s/d
  • FREIRE, Fernanda Castro - 50 dos Melhores Móveis Portugueses. Lisboa: Chaves Ferreira, S.A., 1995
  • MATIAS, Maria Margarida Marques - Colecção Anastácio Gonçalves. Catálogo. Pintura. Cerâmica. Mobiliário. Lisboa: I.P.P.C./ C.M.A.G., 1984
  • PINTO, Maria Helena Mendes - "Móveis" in Artes Decorativas no Museu Nacional de Arte Antiga. Lisboa: S.E.C./M.N.A.A., 1979
  • PINTO, Maria Helena Mendes - Os Móveis e o seu Tempo. Lisboa: I.P.P.C./M.N.A.A., 1985-1987

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