Cómoda

  • Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
  • Nº de Inventário: CMAG 764
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1701/1715
  • Técnica: Folheado (?)
  • Dimensões (cm): Alt. 84 x Larg. 118 x Prof. 68
  • Descrição: Cómoda com tampo de mármore de formato rectangular, acompanhando o encurvamento da frente, dos cantos arredondados e das linhas direitas das ilhargas. Na frente dispõe-se uma ordem de duas gavetas, sobrepondo-se a dois gavetões, simulando, cada um deles, duas gavetas. Cantos percorridos por três caneluras verticais, preenchidas por folha de metal amarelo, prolongando-se para formar pernas curtas e direitas. Nos entrepanos das gavetas apresenta caneluras revestidas por idêntica folha metal. A caixa é decorada com marchetados, formado por tira periférica, colocada transversalmente, que percorre a frente das gavetas e dos gavetões e por outra tira e duas faixas paralelas, dispostas em espinhado (nas duas gavetas esta compõe-se de duas tiras, uma em pau-santo), que definem uma gaveta e delimitam um fundo rectangular, cujos espinhados desenham dois quadrados. Gavetas separadas por motivo rectangular ao alto, com idêntica solução decorativa. Nas ilhargas a composição inclui uma banda e uma tira, que enquadram um campo rectangular ao alto, onde se inscreve um losango com fundo espinhado. Ferragens de latão dourado com puxadores nervurados, com bola ao centro, e espelhos recortados, numa composição de folhagem abundante. Espelhos de fechadura em escudete recortado, decorado com concha, volutas e apontamentos de folhagem. Do interior da entrada de fechadura sai um fino espigão metálico que se salienta para além da estrutura da peça.
  • Origem/Historial: Ficha do Dr. Anastácio Gonçalves: "259-Comoda Luiz XIV, francesa. É curva à frente. Folheada de violeta, belamente escamada. Caneluras de metal nos cantos e na frente. 2 gavetas peq. e 2 grandes. Foi oferecida há 6 anos por 60000$. Compr. agora (28/7/57 anotado a caneta) ao mesmo, Urbano Alves Valente, genro de Carlos Reis, que a herdou do sogro, por 40.000$, posta em casa. Fôra comprada pelo Artista em Coimbra, em 1915-16 por 500$. Consta que era do Ameal. Muito boa pedr. Pequenas falhas no folheado. Dim. 120x68x84 cm." Em 1965/67, as Finanças atribuíram-lhe o valor de75.000$00 (setenta e cinco mil escudos).
  • Incorporação: Por testamento de 31/07/1964

Multimédia

  • 1806.jpg

    Imagem