Cómoda pequena (chiffonnière)
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Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
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Nº de Inventário: CMAG 773
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Mobiliário
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1750/1800
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Técnica: Folheado e embutido
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Dimensões (cm): Alt. 82,4 x Larg. 55,5 x Prof. 34
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Descrição: Pequena cómoda com tampo de mármore branco, liso, de formato rectangular, com cantos arredondados, ladeado por aplicação em latão, que se eleva, atrás e nos lados, formando gradim perfurado. Frente e ilhargas direitas, com cantos dianteiros cortados na parte superior, simulando, seguidamente, caneluras, que se prolongam pelas pernas torneadas, estreitando em direcção aos pés, calçados por socos circulares metálicos.
A peça, folheada a pau-rosa, apresenta na frente das gavetas - num fundo liso, enquadrado interiormente por denticulado (ladeado por duplo filete) e exteriormente por faixa transversal - decoração floral marchetada, com ramos e flores, que se estendem, horizontalmente, de um e de outro lado do espelho de fechadura. Nas ilhargas, dentro de um painel recuado, com fundo liso, definido por faixas lisas, percorridas nas laterais por dois duplos filetes (um mais escuro que o fundo e outro mais claro), dispõe-se um vaso, de onde brotam ramos com flores, apoiado numa base rectangular.
Na parte superior dos ângulos dianteiros observa-se uma aplicação de bronze dourado, composta por quadrifólio e panejamentos pendentes, rematado por motivo com pequenas folhas. Espelhos de fechadura, de forma oval, encimados por laço de fitas enrugadas, de onde pendem panejamentos que se prolongam lateralmente.
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Origem/Historial: Ficha do Dr. Anastácio Gonçalves:" 207-Pequena comoda Luiz XVI, folheada de pau-rosa, com embutidos em todas as frentes. Três gavetas. Boa ferragem da época. Tampo de marmore com guarnição de metal à volta. Pés alto. Compr. a Campos em 29/7/952 por 6.000$00." Nota à margem: Restauro em Abril de 1953 custou 100$.
Em 1965/67, as Finanças atribuíram-lhe o valor de 15.000$00 (quinze mil escudos).
No tardoz, etiqueta antiga de papel com a seguinte inscrição: Pereira. Poderá ser de um comerciante ou de um restaurador; dificilmente será de um marceneiro português (apesar das marcas dos nossos marceneiros serem em papel) .
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Incorporação: Por testamento de 31/07/1964
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Bibliografia
- MATIAS, Maria Margarida Marques - Colecção Anastácio Gonçalves. Catálogo. Pintura. Cerâmica. Mobiliário. Lisboa: I.P.P.C./ C.M.A.G., 1984