Prato

  • Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
  • Nº de Inventário: CMAG 21
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 16
  • Técnica: Azul cobalto aplicado com pincel sobre a porcelana crua e depois revestida com vidrado.
  • Dimensões (cm): Alt. 2,7 x Diâm. 19,5
  • Descrição: Pequeno prato, circular, ligeiramente côncavo no centro, com caldeira arredondada e aba quase direita, executado numa porcelana branca e densa. A base convexa é marcada por estrias radiais do acabamento no torno. Recebeu uma decoraçao cuidada, densa e forte, de traços precisos, pintada a azuis intensos sob um vidrado untuoso, brilhante e azulado. Os azuis são sombreados de traços mais escuros. Na frente, o fundo, delimitado por dois círculos concêntricos, é preenchido com uma paisagem marítima; o primeiro plano, muito vigoroso, constituído por grandes rochedos verticais, dos quais o mais elevado, encimado por um chorão, é o eixo da composiçao. Aqui encontramos também a ponte a ser atravessada pelo ancião e o seu jovem assistente que parecem dirigir-se para um pavilhão de dois telhados, um pagode, uma árvore plena de folhas e a lua no firmamento. Sobre a água, sugerida por traços azuis paralelos, navega uma sampana de vela desfraldada. A caldeira não tem decoração. A densidade da decoração central repete-se na aba estreita, onde oito garças, reservadas a branco, de pé, frente a uma folha de lótus azul escuro, alternam com flores e folhas de lótus que brotam da água. O exterior não apresenta qualquer decoração à excepção do friso de espirais interligadas que ornam o pé inclinado para o interior, cuja extremidade tomou uma cor alaranjada em contacto com a atmosfera do forno. Apresenta concreções arenosas no pé. O prato CMAG 22 tem uma decoração muito semelhante a este exemplar, mas é menos harmoniosa e o azul cobalto mais intenso, parecendo uma miniatura de um prato grande. Na aba, com cercadura de lótus e garças, o artesão chinês parece ter-se enganado ao desenhar uma garça de cabeça escondida e metade do corpo de outra, na direcção inversa, contrariando a orientação do desenho das outras aves. Ambos os pratos ostentam na base a marca "jing zhi" (fabrico requintado) em caracteres de selo num simples rectângulo, a azul sob o vidrado.
  • Origem/Historial: A peça foi adquirida a Antiquarium Lda, em 24/1/1945, por 500$00 (quinhentos escudos). Em 1965, as Finanças atribuiram-lhe o valor de 5.000$00 (cinco mil escudos). A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
  • Incorporação: Por testamento em 31 de Julho de 1964
  • Centro de Fabrico: Fornos de Jingdezhen

Bibliografia

  • LION-GOLDSCHMIDT, Daisy - Arts Asiatiques, « Les Porcelaines Chinoises du Palais de Santos ». Paris: Nouvelle Edition, 1988
  • PINTO DE MATOS, Maria Antónia - A Casa das Porcelanas. Cerâmica chinesa da Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves. Londres: Phipip Wilson/IPM, 1996
  • PINTO DE MATOS, Maria Antónia (Coord.) - O Exótico nunca está em casa? A China na faiança e no azulejo portugueses (séculos XVII e XVIII). The Exotic is never home? The presence of China in Portuguese faience and azulejo (17yh-18th centuries). Museu Nacional do Azulejo. 2013
  • AAVV, Le Bleu des Mers. Dialogues entre la Chine, la Perse et l'Europe, Fondation Baur, Musée des Arts d'Extreme Orient, Continents Editions, Italie, Novembro 2017

Exposições

  • O Exótico nunca está em casa?

    • Museu Nacional do Azulejo - Lisboa
    • 17/12/2013 a 29/6/2014
    • Exposição Física

Multimédia

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