Pote

  • Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
  • Nº de Inventário: CMAG 46
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 16
  • Técnica: Azul cobalto aplicado com pincel sobre a pasta crua revestida em seguida de vidrado.
  • Dimensões (cm): Alt. 80 x Larg. 50 x Diâm. Boca: 28,2; base: 34,5
  • Descrição: Grande pote ovóide, de colo curto e tampa de encaixe com grande botão, executado ao torno em três partes visíveis no exterior, numa porcelana branca, muito pesada e espessa. O vidrado, azulado, aderiu mal à pasta, vendo-se alguns "furos" de cozedura e pontos de matéria que tomaram uma cor acastanhada em contacto com a atmosfera do forno. A decoraçao, num azul cobalto cor de alfazema sob o vidrado, revela grande imaginação. O ombro e a tampa, sobre fundo encanastrado, separado por bandas brancas com cabeças de "ruyi" nas extremidades, ostentam quatro medalhões contendo, alternadamente, ramos de peónia e de flor de ameixieira. Junto da base, apresenta seis cavalos galopando sobre ondas que rebentam em espuma, separadas por grandes rochedos. O corpo é inteiramente preenchido por uma paisagem com enormes rochedos, espinheiro florido de grande e grosso tronco, peónia e nuvens de recorte elaborado, povoada por um faisão e duas fénix monumentais, uma voando com a sua longa cauda encaracolada completamente aberta, e outra de asas levantadas, poisadas sobre um rochedo. O colo mostra um enrolamento continuo de peónias e folhas. As dimensoes, o requinte, a imaginaçao da decoração e a qualidade do azul fazem deste pote um exemplar único. No Museu für Kunsthandwerk Frankfurt existe um pote com dois faisões semelhantes aos desta peça, numa paisagem com espinheiro. Yeo e Martin na sua obra «Chinese Blue and White Ceramics» fazem referência a um pote muito semelhante ao atrás referido.
  • Origem/Historial: Adquirido a Gamito, em 8/3/1955, por 15.000$00 (quinze mil escudos). Em 1965, as Finanças atribuíram-lhe o valor de 30.000$00 (trinta mil escudos). A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
  • Incorporação: Por testamento em 31 de Julho de 1964
  • Centro de Fabrico: Fornos de Jingdezhen

Bibliografia

  • GABBERT, Gunhild - Chinesisches Porzellan. Frankfurt: Museum fur kunsthandwerk, 1977
  • MATIAS, Maria Margarida Marques - Colecção Anastácio Gonçalves. Catálogo. Pintura. Cerâmica. Mobiliário.. Lisboa: I.P.P.C./ C.M.A.G., 1984
  • MATIAS, Maria Margarida Marques; Mota, Manuela - China e Islão. Gramáticas Decorativas. Lisboa: 1992
  • PINTO DE MATOS, Maria Antónia - A Casa das Porcelanas. Cerâmica chinesa da Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves. Londres: Phipip Wilson/IPM, 1996
  • YEO, S.T.; Martin, Jean - «Chinese Blue and White Ceramics». Singapura: Arts Orientalis, 1978
  • PINTO DE MATOS (Coord.) - O Exótico nunca está em casa? A China na faiança e no azulejo portugueses (séculos XVII-XVIII). The Exotic is never home? The presence of Cina in Portuguese faience and azulejo (17th-18th centuries). Museu Nacional do Azulejo. 2013
  • A Cidade Global. Lisboa no Renascimento. The Global City. Lisbon in the Renaissance. Lisboa: Museu nacional de Arte Antinga / Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2017

Exposições

  • China e Islão. Gramáticas Decorativas

    • Lisboa, Casa-Museu Anastácio Gonçalves
    • Exposição Física
  • O Exótico nunca está em casa?

    • Museu Nacional do Azulejo - Lisboa
    • 17/12/2013 a 29/6/2014
    • Exposição Física
  • A Cidade Global

    • Lisboa - Museu Nacional de Arte Antiga
    • 24/2/2017 a 9/4/2017
    • Exposição Física
  • Cidade Global

    • Porto - Museu Nacional de Soares dos Reis
    • 17/5/2017 a 27/8/2017
    • Exposição Física

Multimédia

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