Prato

  • Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
  • Nº de Inventário: CMAG 65
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1600/1619
  • Técnica: Azul cobalto aplicado com pincel sobre a pasta crua revestida em seguida de vidrado
  • Dimensões (cm): Alt. 10,5 x Diâm. 50; base: 26,7
  • Descrição: Prato com o corpo de porcelana branca, pesada e espessa, revestida de vidrado muito brilhante e incolor. O prato é fundo, muito grande, de caldeira arredondada e aba larga levantada, com bordo ligeiramente recortado em chavetas e repousa sobre pé curto e inclinado para o interior, cuja extremidade, não vidrada, tomou uma cor acastanhada em contacto com a atmosfera do forno. A base vidrada é fortemente marcada por estrias concêntricas e radiais, deixadas pelo torno. A decoração é pintada sob o vidrado a azul prateado, matizado com traços e pontos azuis escuros, tal como os contornos do desenho. O fundo apresenta no centro um medalhão polilobado, rodeado por faixa com motivos inspirados em tecidos, escamas imbricadas e suásticas, separados por cabeças de "ruyi", contendo flores desabrochadas entre rochedos muito estilizados, dois gafanhotos, e insectos voando. A caldeira e aba são preenchidas por oito grandes painéis polilobados, quatro decorados com frutos e folhas ( pêssegos(3) e "litchis"(1)) e os outros quatro com motivos simbólicos envolvidos em fitas: enxota-moscas, cabeça de "ruyi", folha, rolo de pintura, búzio, "linghzi", lanterna, leque e cabaça . Separam os painéis oito bandas decoradas com folhas pendentes e laços suspensos de fitas, limitadas no alto e em baixo por suásticas e escamas. O tardoz apresenta oito medalhões pintados muito livremente, contendo motivos estilizados, separados por faixas verticais com "linghzi "alongados e estilizados. O gafanhoto é emblema de abundância, progenitura masculina e felicidade. A cabaça, atributo de Li Tieguai, um dos "Oito Imortais" Taoístas, contém os remédios mágicos.
  • Origem/Historial: O prato foi adquirido a António Costa, em 12/4/1957, por 6.500$oo (seis mil e quinhentos escudos). Em 1965, as Finanças atribuiram-lhe o valor de 15.000$oo (quinze mil escudos). A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
  • Incorporação: Por testamento em 31 de Julho de 1964
  • Centro de Fabrico: Fornos de Jingdezhen

Bibliografia

  • MATIAS, Maria Margarida Marques - Colecção Anastácio Gonçalves. Catálogo. Pintura. Cerâmica. Mobiliário.. Lisboa: I.P.P.C./ C.M.A.G., 1984
  • MATIAS, Maria Margarida Marques; Mota, Manuela - China e Islão. Gramáticas Decorativas. Lisboa: 1992
  • PIJL-KETEL, C. L. van der - The ceramic load of the «Witte Leeuw». Amesterdam: Rijksmuseum, 1982
  • PINTO DE MATOS, Maria Antónia - A Casa das Porcelanas. Cerâmica chinesa da Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves. Londres: Phipip Wilson/IPM, 1996
  • AAVV, Le Bleu des Mers. Dialogues entre la Chine, la Perse et l'Europe, Fondation Baur, Musée des Arts d'Extreme Orient, Continents Editions, Italie, Novembro 2017

Exposições

  • China e Islão. Gramáticas Decorativas

    • Lisboa, Casa-Museu Anastácio Gonçalves
    • Exposição Física

Multimédia

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