Prato

  • Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
  • Nº de Inventário: CMAG 84
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1600
  • Técnica: A pasta crua é revestida de vidrado, depois de cozidos recebem os esmaltes
  • Dimensões (cm): Alt. 8,5 x Diâm. 37,8; base: 19,9
  • Descrição: Grande prato fundo e circular, com pé inclinado para o interior e parede arredondada que se projecta para o exterior, formando uma aba muito estreita. A peça foi executada numa porcelana espessa e pesada revestida de um vidrado branco, opaco, à excepção de uma parte da base que se tornou castanha em contacto com a atmosfera do forno. O pé e a base apresentam muitas concreções arenosas compactas e negras. Os "furos", fruto de uma cozedura negligente, são abundantes na parede do tardoz. A decoração, pintada livremente, utilizou os esmaltes vermelho ferro, verde e azul turquesa sombreado por traços pretos que realçam os pormenores do desenho. No interior, o fundo, delimitado por um duplo círculo vermelho ferro, é ocupado por dois dragões azuis turquesa entre vagas e flores, dispostas à volta de um medalhão circular com flor. A caldeira apresenta quatro medalhões polilobados, contendo alternadamente ramos de flores, diferentes entre si, à maneira de Wanli, e semelhantes a peónias e crisântemos. Estes são separados uns dos outros por ramos de grandes flores desabrochadas, idênticas às anteriores. Na aba corre uma cercadura de flores e folhagem. O tardoz não apresenta qualquer decoração. Esta peça faz parte dos artigos Swatow constituídos na sua maioria por formas abertas, tais como pratos, mas também por taças, vasos e potes, todos eles de uma execução grosseira. Pertence ao grupo das peças esmaltadas que constitui a mais típica e importante manifestação dos artigos Swatow.
  • Origem/Historial: Adquirido em 18/1/1961 a Henrique Soares, depois de longas negociações por 4500$00 (quatro mil e quinhentos escudos). Em 1965, as Finanças atribuiram-lhe o valor de 10.000$00 (dez mil escudos). A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
  • Incorporação: Por testamento em 31 de Julho de 1964
  • Centro de Fabrico: Provincias Guangdong ou Fujian

Bibliografia

  • LION-GOLDSCHMIDT, Daisy - La Porcelaine Ming. Fribourg: Office du Livre, 1978
  • MATIAS, Maria Margarida Marques - Colecção Anastácio Gonçalves. Catálogo. Pintura. Cerâmica. Mobiliário.. Lisboa: I.P.P.C./ C.M.A.G., 1984
  • MATIAS, Maria Margarida Marques; Mota, Manuela - China e Islão. Gramáticas Decorativas. Lisboa: 1992
  • PINTO DE MATOS, Maria Antónia - A Casa das Porcelanas. Cerâmica chinesa da Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves. Londres: Phipip Wilson/IPM, 1996

Exposições

  • China e Islão. Gramáticas Decorativas

    • Lisboa, Casa-Museu Anastácio Gonçalves
    • Exposição Física

Multimédia

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