Técnica: Azul cobalto aplicado sobre a pasta crua, revestida em seguida de vidrado, depois recebe os esmaltes
Dimensões (cm): Alt. c/tampa: 52,5; s/t: 42 x Larg. 34,5 x Diâm. boca: 21,5; base: 22,5
Descrição: Pote em forma de balaústre, com colo curto e tampa de encaixe em forma de cúpula, com botão de preensão redondo, de porcelana branca e pesada, executado no torno em duas partes, sendo a junção visível no interior do bojo. A decoração combina o azul sob o vidrado com esmaltes sobre o vidrado. O bojo é totalmente ocupado por dez figuras num jardim, limitado por balaustrada, com grandes rochedos ornamentais azuis, bananeiras, enorme pinheiro e arbustos, confinando com rochedos obscurecidos por nuvens vermelho ferro. Uma senhora de alta linhagem, penteada e vestida requintadamente com um quimono de mangas muito compridas que lhe tapam as mãos, está rodeada por três criadas: uma , atrás, segurando-lhe no braço, e as outras, uma de cada lado, transportando um grande leque, em frente de um biombo que confere uma certa intimidade à cena e, simultaneamente, lhe dá profundidade através da paisagem da sua folha central. Um eunuco estende uma taça e duas mulheres afastam-se em direcção aos rochedos. À direita, um grupo formado por um homem e duas mulheres transportando oferendas dirigem-se para ela. A cena termina no ombro, com cercadura de padrão "gelo estalado". O colo é preenchido por ramos com cinco crisântemos e três peónias entre rochedos ornamentais. A tampa, com grande botão azul, é decorada com cinco meninos jogando entre rochedos, aloés e arbustos com bagas vermelhas.
Origem/Historial: Adquirido a Campos, em parte por troca, em 18/10/1957, por 27.500$00 (vinte sete mil e quinhentos escudos), juntamente com o CMAG 90.
Em 1965, as Finanças atribuiram aos dois potes o valor de 45.000$00 (quarenta e cinco mil escudos).
A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
Incorporação: Por testamento em 31 de Julho de 1964