Técnica: A pasta crua é revestida de vidrado, depois de cozidos recebem os esmaltes.
Dimensões (cm): Comp. 26,1 x Alt. 6,5 x Larg. 23
Descrição: Covilhete oval, com parede canelada, terminando em rebordo recortado, e pequeno pé, moldado numa porcelana pesada e espessa, revestida com vidrado levemente azulado, excepto na extremidade do pé, que tomou uma cor ligeiramente acastanhada em contacto com a atmosfera do forno. A peça apresenta uma decoração cuidada, em esmaltes da "família verde": verde, vermelho ferro, beringela e preto, e pequenos toques a ouro; no interior é constituída por um grande ramo de camélias, no fundo delimitado por dois filetes pretos e, na parede, por duas fénix esvoaçantes, alternando com dois ramos iguais aos do centro. Remata na borda com uma cercadura de alvéolos. O exterior ostenta, na parede, uma decoração idêntica à do interior, e, na borda, uma cercadura de alvéolos diferentes da interna. No pé tem dois furos, feitos posteriormente para suspensão.
Este covilhete evoca as peças marcadas de Augusto "o Forte" de Dresden.
Origem/Historial: Adquirido ao Dr. Barjona, em 29/10/1942, por 1.000$00 (mil escudos).
Em 1965, as Finanças atribuiram-lhe o valor de 15.000$00 (quinze mil escudos).
A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
Incorporação: Por testamento a 31 de Julho de 1964