Técnica: A pasta crua é revestida de vidrado, depois de cozidos recebeu os esmaltes.
Dimensões (cm): Alt. 45,6 x Larg. 22,5
Descrição: Fonte de pendurar, com reservatório semi-circular na parte inferior, caneladas na frente e chatas atrás, pé inclinado para o exterior e máscara fantástica, moldada, aplicada na zona inferior, de cuja boca sai uma torneira metálica. A tampa de encaixe em forma de semi-cúpula, canelada, está colocada contra uma composição de dois peixes fantásticos, simétricos, perseguindo a "pérola" em chamas encimada por uma borboleta, cujas caudas enquadram uma concha.. A peça foi executada numa porcelana branca, pesada e espessa, coberta por um vidrado azulado que, ao acumular-se nas estrias acentuou o canelado. A decoração, muito carregada, desenvolve-se em três registos sobre todo o reservatório, à semelhança das fontes inv. nº 182 e 183. O registo principal é decorado por grandes caranguejos e peixes em esmaltes preto brilhante, vermelho ferro e ouro, nadando entre plantas aquáticas. O inferior é constituído por uma faixa de quadrifólios, interrompida pela máscara, com reserva branca polilobada, contornada a vermelho e verde, contendo crustácio, nas extremidades. O registo superior compõe-se de uma banda de fundo verde com pontos pretos e flor de lótus, contendo três reservas ovais, decoradas com peixe vermelho e dourado entre algas verdes. Remata no rebordo com friso de enrolamento de lótus. A tampa apresenta uma grande carpa dourada nadando entre plantas aquáticas e friso igual ao do rebordo. O pé é acentuado por um friso de linhas vermelhas, formando motivos triangulares.
A bacia, oval e canelada, com rebordo recortado, retomou, no interior, a decoração marinha da frente da fonte. Na borda corre um friso de fundo verde com pontos pretos e flor de lótus, dividido em segmentos com três flores de lótus cada um, por quatro reservas ovais contendo peixe nadando entre algas verdes. No exterior apresenta sobre as faces maiores, uma ave multiculor poisada sobre um grande ramo de peónias e uma outra, de plumagem escura, sobre um ramo de ameixieira florida, entrelaçado com bambu, separados entre si por dois ramos da mesma natureza, mas de menores dimensões. Termina na borda com cercadura de quadrifólios com uma reserva oval sobre cada face, contendo três flores.
Origem/Historial: Adquirida (em parte trocas) a António Costa, em 9/10/1962, por 22.000$00 (vinte e dois mil escudos).
Em 1965, as Finanças atribuiram-lhe o valor de 35.000$00 (trinta e cinco mil escudos) em conjunto com a bacia CMAG 133.
A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
Incorporação: Por testamento a 31 de Julho de 1964