Frasco para álcool (2)

  • Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
  • Nº de Inventário: CMAG 142
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (Desconhecido)
  • Datação: Século 18
  • Técnica: A pasta crua é revestida de vidrado, depois de cozidos recebem os esmaltes.
  • Dimensões (cm): Alt. 28,5 x Larg. 10,7
  • Descrição: Frasco para álcool, hexagonal, com um pequeno gargalo, cilíndrico, de cerca de 33mm, com tampa de encaixe de bronze dourado, feita posteriormente. A peça foi executada numa porcelana branca, pesada e espessa, revestida de vidrado transparente e incolor, e decorada com esmaltes da «família verde» sobre o vidrado: verde, vermelho ferro, azul, amarelo,beringela e preto, com predominância do verde, e toques a ouro. No ombro à volta do gargalo, desenvolve-se um enrolamento, contínuo, com flores azuis e vermelhas, alternadas entre folhagem verde. Cada uma das seis faces, rectangulares, emolduradas por duas linhas pretas, foi tratada isoladamente, como se fosse um quadro único. São decoradas, sucessiva e alternadamente, por uma mulher com leque ao abrigo de uma árvore, vendo-se o sol a brilhar por entre a sua copa; um jarrão com flores e folhas de lótus, sobre uma floreira, rodeado de objectos de bom augúrio: "ruyi", corno de rinoceronte, rolo, tabuleiro de "weiyi" e respectivos recipientes; grande rochedo ornamental, estilizado, com flores; uma mulher junto a um vaso com planta sobre uma floreira, num terraço com balaustrada, e no céu, nuvens estilizadas e sol brilhando; um jarrão com ramo de ameixieira florido cercado por símbolos auspiciosos: o rolo de pintura, os livros, o leque de penas enlaçados por fitas; um rochedo com ramos de flores. Junto do ombro, na parte superior das faces, corre um friso verde, recortado, com pontos pretos e flores vermelhas.
  • Origem/Historial: Adquirido (parte troca) a Gentil Fernandes, em 06/07/1963, por 18.000$00 (dezoito mil escudos), em conjunto com o CMAG 143. Eram do Conde e foram trazidos de Inglaterra por Cayres. Em 1965, as Finanças atribuíram-lhe o valor de 30.000$00 (trnta mil escudos), juntamente com o CMAG 143. A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
  • Incorporação: Por testamento de 31 de Julho de 1964

Bibliografia

  • MATIAS, Maria Margarida Marques - Colecção Anastácio Gonçalves. Catálogo. Pintura. Cerâmica. Mobiliário.. Lisboa: I.P.P.C./ C.M.A.G., 1984
  • PINTO DE MATOS, Maria Antónia - A Casa das Porcelanas. Cerâmica chinesa da Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves. Londres: Phipip Wilson/IPM, 1996

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