Fonte (par)
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Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
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Nº de Inventário: CMAG 182
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Cerâmica
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Autor:
Autor desconhecido (Desconhecido)
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Datação: 1700
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Técnica: A pasta crua é revestida de vidrado, depois de cozidos recebem os esmaltes.
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Dimensões (cm): Alt. 45,5 x Larg. 22,5
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Descrição: Fonte de pendurar, com reservatório semi-circular na parte inferior, canelada na frente e chata atrás, pé inclinado para o exterior e máscara fantástica, moldada, aplicada na zona inferior, de cuja boca sairia uma torneira metálica de que resta apenas um anel. Estas pequenas torneiras de latão eram ajustadas na Europa. A tampa de encaixe em forma de semi-cúpula, canelada, está colocada contra uma composição de dois peixes fantásticos, simétricos, perseguindo a «pérola» em chamas encimada por uma borboleta, cujas caudas enquadram uma concha. A peça foi executada numa porcelana branca, pesada e espessa, coberta por um vidrado azulado que, ao acumular-se nas estrias, acentuou o canelado, conjugando-se perfeitamente com os tons dos esmaltes da paleta da «familia verde»: vermelho ferro, verde, amarelo, beringela e preto, realçados a ouro. A decoração, carregada mas de desenho cuidado, desenvolve-se em três registos sobre todo o reservatório. O inferior é constituído por uma larga faixa de alvéolos, interrompida pela máscara, com reserva branca contendo uma fénix sobrevoando uma flor, nas extremidades. No registo central, duas aves multicolores estão poisadas sobre um grande ramo de árvore de fruto, florido, com flores em vermelho ferro e ouro, e um grande rochedo ornamental estilizado. Uma banda de quadrifólios com três reservas decoradas com borboleta rodeada de pequenas flores e folhas compõe o registo superior. Rematam a decoração dois frisos, um em baixo e outro em cima, com linhas em ziguezague, vermelhas, formando triângulos. A tampa é decorada com peónia e outras flores e retoma a cercadura superior. O pé é acentuado por friso de cabeças de "ruyi". A principal diferença entre as duas fontes consiste no botão de preensão da tampa.
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Origem/Historial: Adquirida a Marques Pereira em 25/3/1955, por 2.500$00 (dois mil e quinhentos escudos). A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
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Incorporação: Por testamento de 31 de Julho de 1964
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Bibliografia
- HOWARD, David S. - The Choice of the Private Trader. The Private Market in Chinese Export Porcelain illustrated from the Hodroff Collection. London: Zwemmer, 1994
- PINTO DE MATOS, Maria Antónia - A Casa das Porcelanas. Cerâmica chinesa da Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves. Londres: Phipip Wilson/IPM, 1996