Técnica: A pasta crua é revestida de vidrado, depois de cozidos recebem os esmaltes
Dimensões (cm): Comp. tint-17,2 x Alt. tint-6,4; recip.4,3 x Larg. tint.17; recip. abert. 5,7
Descrição: Tinteiro de secção octogonal, com faces desiguais e cinco aberturas destinadas a recipientes amovíveis, dos quais restam quatro também octogonais, repousando sobre oito pequenos pés, aplicados na direcção das arestas. Foi executado numa porcelana muito branca, de grão muito apertado e revestida de vidrado transparente e incolor. Recebeu decoração floral em esmaltes da «família rosa», sendo cada face, emoldurada em relevo por friso de fundo azul com padrão inspirado em tecidos, ocupada por um pequeno ramo de peónias. Os rebordos, inferior e superior, são preenchidos por motivos geométricos. A parte superior do tinteiro, enquadrada por friso castanho com enrolamento clássico, contínuo, a ouro, mostra quatro ramos de peónia. Os recipientes apresentam três raminhos com peónia, no corpo, e na parte superior, arabescos dourados sobre fundo castanho. Destinavam-se a tinta (um só buraco), penas de reserva (cinco buracos) e pó para secar a tinta (perfurações finas, hoje substituídas por rede metálica).
Origem/Historial: Comprado a D. Isabel Maria Bacelar de Queiroz Nazareth de Sousa Carvalho Figueira, em 7/6/1965, por 6.000$00 (seis mil escudos), que o tinha adquirido na Índia Portuguesa.
Em 1965, as Finanças atribuiram-lhe o valor de sete mil e quinhentos escudos (7.500$00).
A peça foi incorporada em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
Incorporação: Por testamento de 31 de Julho de 1964