Terrina oval / Serviço de Jantar (incompleto)

  • Museu: Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
  • Nº de Inventário: CMAG 257
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (Desconhecido)
  • Datação: Século 18
  • Técnica: A pasta crua é revestida de vidrado, depois de cozidos recebem os esmaltes
  • Dimensões (cm): Comp. 44 x Alt. 22
  • Descrição: A terrina integra o serviço (incompleto) de 77 peças, executado em porcelana branca decorada com esmaltes da "família rosa" sobre um vidrado levemente anilado. A aba dos pratos é ondulada e recortada, formando chavetas nos exemplares de maiores dimensões e travessas, a que corresponde uma saliência moldada na pasta. O recorte do bordo é acentuado por um friso castanho com um enrolamento clássico, contínuo e dourado. O fundo dos pratos, delimitado por uma cercadura de "pontas de lança" em vermelho ferro e ouro é decorado com um rochedo ornamental, estilizado, azul claro, aposto a um ramo de peónias em tons de rosa e vermelho ferro num terraço com balaustrada. Pela aba estão disseminados seis raminhos de flores variadas, cada um com a sua borboleta em diferentes posições de voo. As terrinas, uma ovóide e outras ovais, com duas asas, têm o bojo levemente facetado que se prolonga pela tampa, vendo-se as saliências moldadas na pasta. Receberam uma decoração semelhante à do fundo dos pratos, no corpo, e à da aba nas tampas. Os botões de preensão são constituídos por frutos e flores. O conjunto conta também com duas cremeiras de pé alto, corpo cilíndrico e tampa ligeiramente abaulada, azeitoneiras oblongas de concavidade central profunda e duas outras nas extremidades e asas em forma de animal estilizado, e saleiros de secção circular que repetem a decoração dos restantes elementos. Este serviço denota uma influência europeia, sobretudo ao nível das formas, pois do Velho Continente para a China, era enviada grande diversidade de modelos em prata, faiança, grés, estanho e vidro , quer para reprodução, quer como motivo de inspiração para os objectos destinados à mesa, "toilette" e decoração. No campo dos motivos decorativos foram enviados para o Império do Meio gravuras, desenhos e até quadros de artistas que o artesão chinês se esforçava por imitar.
  • Origem/Historial: Peças adquiridas a várias pessoas, em Portugal, entre 1942 e 1963. Em 1965, as Finanças atribuíram-lhe o valor de 400.000$00 (quatrocentos mil escudos). As peças foram incorporadas em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
  • Incorporação: Por testamento de 31 de Julho de 1964

Bibliografia

  • MATIAS, Maria Margarida Marques - Colecção Anastácio Gonçalves. Catálogo. Pintura. Cerâmica. Mobiliário.. Lisboa: I.P.P.C./ C.M.A.G., 1984
  • MATIAS, Maria Margarida Marques; Mota, Manuela - China e Islão. Gramáticas Decorativas. Lisboa: 1992
  • PINTO DE MATOS, Maria Antónia - A Casa das Porcelanas. Cerâmica chinesa da Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves. Londres: Phipip Wilson/IPM, 1996

Exposições

  • China e Islão. Gramáticas Decorativas

    • Lisboa, Casa-Museu Anastácio Gonçalves
    • Exposição Física

Multimédia

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