Técnica: A pasta crua é revestida de vidrado, depois de cozidos recebem os esmaltes
Dimensões (cm): Comp. 44 x Alt. 22
Descrição: A terrina integra o serviço (incompleto) de 77 peças, executado em porcelana branca decorada com esmaltes da "família rosa" sobre um vidrado levemente anilado. A aba dos pratos é ondulada e recortada, formando chavetas nos exemplares de maiores dimensões e travessas, a que corresponde uma saliência moldada na pasta. O recorte do bordo é acentuado por um friso castanho com um enrolamento clássico, contínuo e dourado. O fundo dos pratos, delimitado por uma cercadura de "pontas de lança" em vermelho ferro e ouro é decorado com um rochedo ornamental, estilizado, azul claro, aposto a um ramo de peónias em tons de rosa e vermelho ferro num terraço com balaustrada. Pela aba estão disseminados seis raminhos de flores variadas, cada um com a sua borboleta em diferentes posições de voo. As terrinas, uma ovóide e outras ovais, com duas asas, têm o bojo levemente facetado que se prolonga pela tampa, vendo-se as saliências moldadas na pasta. Receberam uma decoração semelhante à do fundo dos pratos, no corpo, e à da aba nas tampas. Os botões de preensão são constituídos por frutos e flores. O conjunto conta também com duas cremeiras de pé alto, corpo cilíndrico e tampa ligeiramente abaulada, azeitoneiras oblongas de concavidade central profunda e duas outras nas extremidades e asas em forma de animal estilizado, e saleiros de secção circular que repetem a decoração dos restantes elementos.
Este serviço denota uma influência europeia, sobretudo ao nível das formas, pois do Velho Continente para a China, era enviada grande diversidade de modelos em prata, faiança, grés, estanho e vidro , quer para reprodução, quer como motivo de inspiração para os objectos destinados à mesa, "toilette" e decoração. No campo dos motivos decorativos foram enviados para o Império do Meio gravuras, desenhos e até quadros de artistas que o artesão chinês se esforçava por imitar.
Origem/Historial: Peças adquiridas a várias pessoas, em Portugal, entre 1942 e 1963. Em 1965, as Finanças atribuíram-lhe o valor de 400.000$00 (quatrocentos mil escudos).
As peças foram incorporadas em 18/8/1967 por auto de entrega e cessão de bens ao Estado.
Incorporação: Por testamento de 31 de Julho de 1964