Cálice

  • Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Nº de Inventário: 91 Our
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Ourivesaria
  • Autor: Autor desconhecido (Ourives)
  • Datação: 1175/1199
  • Técnica: Prata fundida, batida, cinzelada, incisa e dourada
  • Dimensões (cm): Alt. 17,1 x Diâm. 15,2 (copa) 13,5 (base)
  • Descrição: Cálice românico em prata dourada, batida e incisa, com larga copa hemisférica em prata lisa, nó esférico dividido em oito gomos por cordões puncionados, que também delimitam a parte superior do nó. O pé apresenta forma cónica sendo acentuadamente côncavo, com a base muito alargada e bordo revirado. Em torno do pé corre uma faixa que contém incisa, no interior, a inscrição votiva iniciada e terminada por uma cruz patada gravada. A faixa é limitada a topo, por um friso de triângulos baixos com pequenos motivos vegetalistas incisos. Na parte inferior sob a cruz patada, existe uma outra cruz, também gravada, ligeiramente maior, inserida num quadrifólio. Carácter extremamente depurado atendendo essencialmente à funcionalidade votiva e litúrgica.
  • Origem/Historial: Desde 1881, no catálogo de Londres, que se vem discutindo a datação desta obra, sendo-lhe atribuida a produção nos finais do século XIV, tese que foi porém refutada em 1882, na exposição de Lisboa, datando a peça como produto da segunda metade do século XII. Ferreira de Almeida advogou porém a possibilidade de se tratar de uma produção anterior, em relação aos restantes cálices de Alcobaça. Não foi contestada a sua produção nacional, sendo defendido por Nogueira Gonçalves, Ferreira de Almeida e no catálogo "Nos Confins da Idade Média" um possivel fabrico lisboeta. Contudo João Couto e Gonçalves associam-na ao fabrico cisterciense, sendo porém incipiente a informação existente para apurar as referidas teses. * Forma de Protecção: classificação; Nível de classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 * Revisto e alterado L.Orey em 2007
  • Incorporação: Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça
  • Centro de Fabrico: Portugal

Bibliografia

  • COUTO, João - "Os cálices na Ourivesaria Portuguesa do Século XII ao XVIII" (Conferência proferida no 2ºCongresso dos Ourives Portugueses, 1926), in Esmeralda, nºs 24 a 30. Porto: 1927
  • BENEVIDES, Fonseca de - "Rainhas de Portugal", vol I. Lisboa: 1878
  • FERREIRA DE ALMEIDA, Carlos Alberto - "História de Arte em Portugal- O Românico", vol. III. Lisboa: Edições Alfa, 1988
  • COUTO, João; A.M.Gonçalves - "A Ourivesaria em Portugal". Lisboa: Livros Horizonte, 1960
  • GONÇALVES, António Nogueira - Estudos de História da Arte da Renascença. Porto: 1979
  • Inventário do Museu Nacional de Arte Antiga. Colecção de Ourivesaria, 1º volume, do Românico ao Manuelino. Lisboa: IPM, 1995
  • COUTO, João - "Ourivesaria Potuguesa, in Portugal, Exposição Portuguesa em Sevilha. Lisboa: 1929
  • VASSALO E SILVA, Nuno - A ourivesaria no Mosteiro e nos Coutos de Alcobaça (Breves notas para o seu estudo) in Arte Sacra nos Antigos Coutos de Alcobaça. Alcobaça: IPPAR, 1995

Exposições

  • Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portugueza e Hespanhola

    • Lisboa
    • Exposição Física
  • Exposição cultural da Época dos Descobrimentos

    • Sevilha
    • Exposição Física
  • Exposição de Ourivesaria Portuguesa dos séculos XII ao XVII, Com.Nac. de 1940.

    • Coimbra
    • Exposição Física
  • Exposição de Ourivesaria Portuguesa e Francesa.

    • Fundação R.E.S.S.Lisboa.
    • Exposição Física
  • Exhibition of Portuguese Art, 800-1800.

    • Royal Academy Arts, Londres.
    • Exposição Física
  • Via Orientalis

    • Bruxelas, Galerie de la CGER
    • 24/9/1991 a 15/12/1991
    • Exposição Física
  • No Tempo das Feitorias. A Arte Portuguesa na Época dos Descobrimentos

    • Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga
    • Exposição Física
  • Portugal en el Medievo de los Monasterios a la Monarquia

    • Madrid, Capital Europea de la Cultura, Sala de Exposiciones de la Fundación Banco Central Hispano
    • Exposição Física

Multimédia

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