Cálice

  • Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Nº de Inventário: 685 Our
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Ourivesaria
  • Autor: Autor desconhecido (Ourives)
  • Datação: 1460/1480
  • Técnica: Prata fundida, cinzelada, relevada, incisa e dourada.
  • Dimensões (cm): Alt. 25,7 x Diâm. copa 10,5; nó 6; base 16,7.
  • Descrição: Cálice em prata dourada com a base lobulada sexpartida, ligeiramente alteada, decorada com motivos vegetalistas e enrolamentos túrgidos, inscritos em campos separados por faixas em forma de pétala. Na parte inferior, enquadrados por semi-circunferências podem observar-se seis orifícios, que talvez originalmente tivessem albergado rosetas do tipo das que encontramos em outros cálices da época. A copa lisa é larga e profunda, salientando-se bastante a falsa copa, repetindo os mesmos motivos vegetalistas de enrolamentos florais bastante repuxados. O nó é achatado, inserido numa haste alta ,de secção hexagonal e apresenta decoração similar à base e à falsa copa., numa grande coerência de recursos formais e motivos e decorativos.
  • Origem/Historial: "O Inventário do MNAA refere a sua proveniência através da Caixa Geral de Depósitos - Igrejas de Coruche ( A peça entrou no Museu em 1921) Esta vila ribatejana viu no início do século XX os seus limites alterados, procedendo-se então à extinção de cinco das sete freguesias que o compunham e à destruição de alguns templos. Analisando a documentação do Ministério da Justiça e Cultos podemos esclarecer a sua proveniência como pertencente à colegiada de S. João Baptista da vila de Coruche, o que se torna um elemento importante para uma datação mais segura deste cálice. De facto, em 1463 D. Pedro, mestre da Ordem de Avis, mandou proceder a um rol de prata devido a um roubo e desbaratamento havido nas peças da Colegiada de S. João Baptista e, embora nos bens referidos não seja possível detectar-se um cálice com as características deste, não era invulgar refazer-se objectos sagrados que tinham sido profanados pelo roubo e consequentemente manuseados por mãos profanas. Pela proximidade da datação atribuível estilisticamente a esta peça e o documento que referimos, não é imrpovável que tenha resultado da refundição da antiga prataria da colegiada em data pouco posterior a 1460." Inventario do Museu Nacional de Arte Antiga, Colecção de Ourivesaria, IPM, 1995.
  • Incorporação: Caixa Geral de Depósitos, Igreja de Coruche (Colegiada de São João Baptista de Coruche)
  • Centro de Fabrico: Não determinado

Bibliografia

  • COUTO, João - "Os cálices na Ourivesaria Portuguesa do Século XII ao XVIII" (Conferência proferida no 2ºCongresso dos Ourives Portugueses, 1926), in Esmeralda, nºs 24 a 30. Porto: 1927
  • CAETANO, Joaquim de Oliveira - "A evolução tipológica dos cálices Medievais e Manuelinos", in Inventário Nacional do Museu de Arte Antiga, Colecção de Ourivesaria, 1 volume, Do Roânico ao Manuelino. Lisboa: I.P.M., 1995
  • RIBEIRO, Margarida - "Estudo Histórico de Coruche". Coruche: Câmara Municipal de Coruche, 1959
  • COUTO, João; A.M.Gonçalves - "A Ourivesaria em Portugal". Lisboa: Livros Horizonte, 1960
  • Inventário do Museu Nacional de Arte Antiga. Colecção de Ourivesaria, 1º volume, do Românico ao Manuelino. Lisboa: IPM, 1995

Exposições

  • Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portugueza e Hespanhola

    • Lisboa
    • Exposição Física
  • Exposição de Ourivesaria Portuguesa dos séculos XII ao XVII, Com.Nac. de 1940.

    • Coimbra
    • Exposição Física

Multimédia

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