Técnica: Prata fundida, repuxada, cinzelada e dourada
Dimensões (cm): Diâm. 28,3
Descrição: Salva em prata dourada tendo o centro elevado com um medalhão de esmaltes com decoração geométrica a branco, vermelho e azul, sobre um fundo negro. A circundá-lo um torsal de louros. Um anel liso, sucede a um círculo decorado com folhas de cardo em relevo pronunciado, separado por um fino cordão perlado do rebaixamento côncavo destinado à decantação e purificação do vinho, na cerimónia do 'tomar a água'. Segue-se uma faixa largo, decorada com guerreiros, homens silvestres, leões e dragões entre folhagens túrgidas. Uma nova cercadura de perlado divide esta zona do rebordo alteado e liso.
Origem/Historial: Apesar de não reunirmos muita documentação acerca desta peça sabemos que corresponde à tipologia das salvas de "cados e bestiães" que desde meados do século XV e inícios de XVI surgem na documentação portuguesa. Cremos ser uma dos exemplares mais antigos entre todas as salvas portuguesas e uma das melhores composições deste tipo, dadoa sua perícia técnica e decortativa.
Tendo pertencendo ao privado Manuel da Silva Correia foi incorporada na colecção do Museu na data de 1935.
Incorporação: Aquisição a Manuel da Silva Correia
Centro de Fabrico: Portugal
Bibliografia
OREY, Leonor B.S. d' - "A Ourivesaria Portuguesa no Museu Nacional de Arte Antiga". Lisboa: MNAA, 1984
HERNMARK, Carl - "The Art of the European Silversmith 1430-1830". Londres: 1977
OMAN, Charles - "The Golden Age of Hispanic Silver 1400-1665". Londres: 1968
COUTO, João - "A Arte da Ourivesaria em Portugal. Elementos decorativos", in Arte Portuguesa - As Artes Decorativas, vpl. I (cord. João Barreira). Lisboa: [1950]
Exposições
Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento.XVII Exp.Europeia de Arte,Ciência e Cultura do Conselho da Euro
Lisboa, Núcleo da Casa dos Bicos, "O Homem e a Hora São Um Só", A Dinastia de Avis
Exposição Física
Ai Confini della Terra. Scultura e arte in Portogallo 1300-1500