Resplendor

  • Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Nº de Inventário: 138 Our
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Ourivesaria
  • Autor: Autor desconhecido (Ourives)
  • Datação: 1500/1550
  • Técnica: Prata fundida, repuxada, cinzelada e esmaltada; pérolas perfuradas; gemas lapidadas
  • Dimensões (cm): Alt. 8,7 x Diâm. >28<19
  • Descrição: Resplendor em prata dourada e esmaltada, em forma de crescente, com moldura de meia cana decorada por pérolas e florões com pétalas e corolas esmaltadas, alternadas de rubis e esmeraldas . As extremidades do crescente terminam em ramos esmaltados a vermelho e ao centro delimitado por um torsal, dispõe-se uma decoração igualmente esmaltada com motivos vegetalistas policromados -azuis, vermelhos e brancos- e quatro florões com pérolas ao centro. No perímetro exterior do crescente de um friso de acantos, surgem raios alternadamente ondulados e rectos, cujas extremidades rematam em flores em esmalte azul e branco com uma pérola central. Espigão de fixação no interior semi-circular do resplendor.
  • Origem/Historial: Este resplendor aparece associado a uma imagem que deu igualmente entrada no MNAA no mesmo rol de objectos provenientes do convento dominicano de Santa Joana em Lisboa, em 1891, como atesta o Livro de Entradas do arqquivo do Museu. De facto, a "Relação dos Objectos do Convento de Santa Joanna de Lisboa, que foram recolhidos no Museu Nacional de bellas artes" refere sob o mesmo número a uma "imagem de madeira de S. João Envangelista", obviamente confundindo a identificação icnográfica, pois a imagem que entrou nesta data é um São João Baptista (Inv. 124 Esc). O resplendor adequa-se na perfeição à imagem, havendo no entanto um óbvio divórcio estilístico entre a imagem do santo e os motivos ornamentais do resplendor. A verdade é que a imagem pode ter sido criada para o programa das capelas do convento de Santa Joana, na altura da sua fundação em 1698, já o memo não acontece com o resplendor. Trata-se de uma obra de grande perícia no trabalho do esmalte, datável dos inícios do século XVI, cuja existência no convento se poderá justificar pelas várias reuniões de objectos e alfaias litúrgicas que neste convento se efectuaram, desde a recepção dos bens dos desaparecidos conventos dominicanos de Nossa Senhora da Rosa e da Anunciada, após o terramoto de 1755, até à reunião de objectos provenientes dos conventos extintos.
  • Incorporação: Convento de Santa Joana, Lisboa
  • Centro de Fabrico: Não determinado

Bibliografia

  • SOUSA, Frei Luís de - "A História de São Domingos", vo.I-II. Porto: Lello e Irmãos Editores, 1977

Exposições

  • Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portugueza e Hespanhola

    • Lisboa
    • Exposição Física

Multimédia

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