Escritório

  • Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Nº de Inventário: 562 Mov
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1580/1610
  • Técnica: Caixa: estrutura em casquinha folheada a nogueira no exterior; interior e batente com decoração marchetada empregando várias madeiras; madeira de pau santo torneado (base).
  • Dimensões (cm): Alt. 56,5 x Larg. 94 x Prof. 39
  • Descrição: Peça formada por dois corpos: caixa e trempe. O corpo superior é constituído por uma caixa com batente que, uma vez aberto, revela uma "fábrica" com onze gavetas simulando doze e quatro portas. Assenta numa base, ou trempe, com cintura estreita moldurada no topo e no remate inferior, e quatro pernas torneadas unidas por uma trempe - em quadrado, igualmente torneada. As frentes das gavetas e das portas apresentam decoração marchetada com representações inspiradas nas gravuras da obra "Geometria e Perspectiva" de Lorentz Stoer (1ª edição 1556), representando arquitecturas em ruínas (ou inacabadas?). Na frente do batente, a decoração marchetada desenha uma grande cartela tendo ao centro um brasão de tipo flamengo, esquartelado; no interior do batente, a decoração marchetada é constituída por uma panóplia de instrumentos musicais - violino, gaita de foles, flautas e flautas com estojo, alaúde e estojo, tambor, saltério - inscrita numa cartela rectangular com motivos de "rollwerk", delimitada por uma cercadura de loureiros estilizados. Na frente do batente, fechadura com espelho de metal vazado e, nos cantos, fechos de correr com espelhos de forma rectangular e extremidade flordelisada; nas gavetas, puxadores de madeira torneados e nas ilhargas argolas com espelhos circulares de metal. Possui cantoneiras de metal com extremidades flordelisadas.
  • Origem/Historial: A peça foi adquirida no leilão da colecção Aragão (1901), constando do catálogo da venda com o número de lote 167. No catálogo desse leilão, a peça é classificada como italiana. A historiografia de arte tem identificado os escritórios do tipo do do Museu, correspondentes a uma produção tardia mas que tinha os "Schreibtische" de Augsburg como matriz, como uma produção típica do Tirol, sendo que actualmente essa classificação tem sido rejeitada. A nova classificação propõe Augsburg como provável centro de fabrico (cf. Alfter, 1986, pp. 24-28 e Baarsen, 1998, p. 14).
  • Incorporação: Leilão da colecção Aragão
  • Centro de Fabrico: Innsbruck (?)

Bibliografia

  • BAARSEN, Reinier - Duitse meubelen. German furniture: Rijksmuseum Amsterdam / Waaders Uitgevers, 1998
  • PINTO, Maria Helena Mendes - "Arca de Escritório", in XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura. Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento. A Dinastia de Avis e a Europa. Casa dos Bicos. Lisboa: Presidência do Conselho de Ministros, 1983
  • Catálogo do leilão d'objectos d'arte e mobiliario antigo da colecção Aragão. Lisboa: Typografia da Companhia Nacional Editora, 1901
  • ALONSO, María Paz Aguiló - El Mueble en España siglos XVI-XVII. Madrid: C.S.I.C./Ediciones Antiquaria S.A., 1993
  • ALFTER, D. - Die Geschichte des Augsburger Kabinettschranks. Augsburg: 1986

Exposições

  • XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura. Os Descobrimentos portugueses e a Europa do Renascimento.

    • Lisboa, Casa dos Bicos
    • Exposição Física

Multimédia

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