Armário

  • Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Nº de Inventário: 966 mov
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (Marceneiro)
  • Datação: Século 17
  • Técnica: Castanho com pintura acharoada (verniz de goma laca?) , entalhados dourados e frisos de tremidos aplicados, aplicações de elementos geométricos feitas na espessura (portas ).Desenhos a negro e ouro. Balaustres torneados (prateleira interior).losangos apostos nas ilhargas moldurados
  • Dimensões (cm): Alt. 268 x Larg. 260,5 x Prof. 82
  • Descrição: Armário com entablamento e cornija saliente, de dois corpos separados por uma ordem de gavetas (pertencente ao corpo inferior) e base moldurada saliente assente em três patins com a extremidade esculpida em forma de leões (adaptados). No interior do corpo superior, encontra-se além de uma prateleira corrida, uma prateleira mais alta e estreita com balaustrada baixa, reservada para expor e realçar as peças mais delicadas. Corpo inferior sem divisões. Sobre pintura acharoada a vermelho ou a verde, decoração entalhada e dourada com enrolamentos de folhagens e flores distribuida na cornija , no entablamento, nas frentes das duas gavetas e nas faixas verticais e horizontais que seccionam a frente e as ilhargas do móvel. Igualmente entalhados e dourados são os grandes florões com folhagens de acanto no centro das almofadas das portas munidos de um puxador em forma de pingente (igual aos das gavetas).Os frisos em tremidos dourados marcam da mesma forma as várias divisões dos espaços, funcionando nas portas como molduras de um espaço losangular e triangular (motivo que aliás se repete nas ilhargas). As faixas compreendidas entre os frisos estão realçadas com pintura acharoada a verde-azulado vulgarmente designado por "verde azeitona" ou "verde montanha".A mesma alternancia de policromia se verifica nas ilhargas. Sobre a pintura a vermelho desenham-se a negro e ouro delicados apontamentos de pássaros e flores, um dos temas mais usados nas "chinoiseries" europeias. Ferragens com dourados compostas pelos já referidos puxadores fixos em espelhos cruciformes, dobradiças das portas em forma de leme com a terminação flordelizada e espelhos de fechaduras recortados, vazados e policromados. A medida da profundidade sendo equivalente a um terço da frente, completa a regra construtiva.
  • Origem/Historial: O armário que era inteiro apresenta sinais de ter sido cortado ao meio, provavelmente para caber em algum espaço.
  • Incorporação: Alfredo Ramos
  • Centro de Fabrico: Portugal

Bibliografia

  • SMITH, Robert C. - "Portuguese Furniture of the Seventeenth Century-II", in The Connoisseur, nº 578, Maio, 1959
  • PORFIRIO, José Luis (coord); BEAUMONT, Maria Alice, PINTO, Maria Helena Mendes - Museu de Arte Antiga. Lisboa. Lisboa: Editorial Verbo, 1977
  • SANDÃO, Artur de - O móvel pintado em Portugal. s.l.: Livraria Civilização, 1966
  • SOUSA, Maria da Conceição Borges de; PINTO, Maria Helena Mendes - Roteiro da exposição de mobiliário português do Museu Nacional de Arte Antiga. Lisboa: IPM, 2000
  • PINTO, Maria Helena Mendes - "Armários portugueses, armários flamengos", in Diário de Noticias: 24.06.1965
  • FEDUCHI, Luis - Historia del Mueble. Madrid: 1966
  • Artes Decorativas Portuguesas no Museu Nacional de Arte Antiga. Séculos XV-XVIII. Lisboa: SEC/MNAA, 1979
  • SOUSA, Maria da Conceição Borges de (coord.), Mobiliário Português, Lisboa: MNAA, INCM, 2019

Exposições

  • Artes Decorativas Portuguesas no Museu Nacional de Arte Antiga. Séculos XV-XVIII

    • Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga
    • Exposição Física

Multimédia

  • 1949.JPG

    Imagem