Aparador

  • Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Nº de Inventário: 1104 Mov
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (Marceneiro)
  • Datação: Século 16
  • Técnica: Construção em grade, com com prumadas verticais e travessas horizontais unidas por furo e respiga entre os quais são colocados os paineis, por meio de ranhuras. Os painéis estão em tosco no avesso e entalhados, no direito. O tampo é fixo com cavilhas de madeira. Os lemes das dobradiças são fixos por pregos que são dobrados.
  • Dimensões (cm): Alt. 136 x Larg. 155 x Prof. 57,5
  • Descrição: Móvel de plano rectangular de estrutura apainelada constituído por duas zonas. A superior rematada por cimalha moldurada fecha por meio de duas portas, tendo ilhargas apaineladas. Sob um friso moldurado dispõem-se duas gavetas lado a lado. O espaço inferior encontra-se aberto, definido pelas prumadas anteriores de secção recta, pelas costas apaineladas e pelo fundo plano pouco elevado do solo. Os pés baixos, encontram-se na continuidade das prumadas. A decoração neste móvel é fortemente compartimentada e sublinhada verticalmente por seis colunelos adossados (embora só existam dois), com várias secções lavradas de talha míuda. Nas almofadas das portas, em talha baixa representam-se dois medalhões envoltos por circulos contendo na da direita um busto masculino de perfil, com capacete e barba, finamente esculpido em baixo relevo, à maneira das medalhas. Na porta da esquerda está representado da mesma forma, um busto feminino com os cabelos apanhados e também de perfil. Ambos os tondos encontram-se ladeados por grifos e rodeados por enrolamentos de fitas. Os restantes três espaços entre os colunelos e as portas são preenchidos por pendurados e por motivos florais e vegetalistas, típicos da influência italiana. A frente das gavetas é preenchida também em talha baixa, por um par de dragões afrentados e alados de corpo vegetalista enrolado, o espaço onde seria o espelho da fechadura coloca-se ao centro de cada gaveta. A separar as gavetas um espaço rectangular com um prolongamento prismático (restauro). Ilhargas com painéis preenchidos com talha de pergaminho enrolado disposto vertical e horizontalmente. O mesmo motivo decorativo entalhado, figura verticalmente nas costas do vão inferior. As ferragens de feição gótica, são representadas por dobradiças cujos lemes acompanham toda a extensão das portas superior e inferiormente, apresentam um delicado trabalho em ferro vazado. São fixas por pregos de cabeça saliente e lavrada em forma de flor, sobre tecido sarjado e vermelho. Apresenta no tampo dois orifícios onde provavelmente encaixaria um respaldo.
  • Origem/Historial: Tem um selo na porta da esquerda onde se lê: "Aquisição/Factª 1030/19... Na porta da direita tem escrito a tinta 24257. A 16 de Março de 2001 o biólogo Dr. Peter Klein realizou uma análise de dendrocronologia, comparando com as tabelas do carvalho francês ou do báltico, este ultimo muito importado nesta época. A conclusão a que chegou foi negativa.
  • Incorporação: George Demotte
  • Centro de Fabrico: Portugal (?)

Bibliografia

  • BORDEAUX, Musée des Arts décoratifs-Mobilier bordelais et parisien.. Paris: Réunion des musées nationaux, 1997
  • PINTO, Maria Helena Mendes; SOUSA, Conceição Borges de - Roteiro da exposição de mobiliário português do Museu Nacional de Arte Antiga. Lisboa: IPM, 2000
  • Artes Decorativas Portuguesas no Museu Nacional de Arte Antiga. Séculos XV-XVIII. Lisboa: SEC/MNAA, 1979
  • SOUSA, Maria da Conceição Borges, Mobiliário Português. Lisboa: Museu Nacional de Arte Antiga/Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2019

Exposições

  • XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura. Os Descobrimentos portugueses e a Europa do Renascimento.

    • Lisboa, Casa dos Bicos
    • Exposição Física

Multimédia

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