Olifante

  • Museu: Museu Nacional de Arte Antiga
  • Nº de Inventário: 989 Div
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Diversos
  • Autor: Autor desconhecido (Escultor)
  • Datação: Século 15/16
  • Técnica: Marfim esculpido.
  • Dimensões (cm): Comp. 31,5 x Diâm. 6,5
  • Descrição: Olifante (trompa para caça) com três olhais ou anéis de suspensão equidistantes (embora o do centro se encontre partido/ausente), esculpidos na superfície do marfim. Seguindo a forma da presa do animal, a decoração no marfim lavrado em baixo relevo distribui-se sensivelmente e sequencialmente em seis faixas horizontais. A zona de sopro, ou bocal, aberta na extremidade mais fina do dente, encontra-se esculpida em forma de cabeça de marta (Pinto, 89) decorada com tiras de perlados que se cruzam; a esta segue-se uma faixa de espirais também com perlados e duas outras faixas preenchidas com temas de caça, com especial destaque para o ataque ao veado, seguido por uma zona de lavrados encanastrados. Na ultima faixa, dá-se sua morte pelos cães; junto ao pavilhão - a extremidade oposta à do sopro - ocorre o anuncio do desfecho da caçada pelo "master" empunhando uma lança e soprando uma trompa análoga. Nesta zona, foram ainda lavradas a Cruz de Cristo em reserva circular e o escudo português moldurado com perlado.
  • Origem/Historial: Os dois olifantes do MNAA (inv. 988 e 989) foram adquiridos por sugestão de Luis Amorim, conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Washington. Esta peça pertenceu colecção Rolin, figurou com o nº 4 num catálogo de exposição de 10 de maio a 20 de Junho, intitulado 'African Ivories', publicado pela F. Rolin & Co., Inc. em 1978. Nesse catálogo constava o seguinte: "Possivelmente encomendada como par do nº 3, esta peça mostra os mesmos motivos, embora dispostos de uma forma ligeiramente diferente". A galeria Rolin situava-se na Madison Avenue 1000 em N.Y. Na extremidade da trompa além do escudo português, a presença da Cruz de Cristo, revela claramente a origem da sua encomenda. Se por um lado a localização da zona de sopro e as argolas de suspensão são ainda outras características de uma utilização Ocidental, por outro, os elementos decorativos reflectem nítida interpretação africana, materializando estas peças afro-portuguesas não só o cruzamento de influências como o papel divulgador de quem as encomendou (W. Fagg. 1959).
  • Incorporação: F. Rolin & Co., Inc. Nova York.
  • Centro de Fabrico: Serra Leoa (sapi)

Bibliografia

  • BASSANI, E.; FAGG, William B. - Africa and the Renaissance: art in ivory. New York: 1988
  • BASSANI, Ezio - L'Afrique et les portugais au temps des découvertes, in Via Orientalis (cat. de exposição). Belgique: Fundation Europalia International, 1991
  • RAPOSO, Francisco Hipólito - A expansão portuguesa e a arte do marfim. Lisboa: F.C.Gulbenkian, 1991
  • Esplendores de Portugal - Cinco séculos de Arte, 1450-1950. Japão: 1999

Exposições

  • Expo 92.Pavilhão Português

    • Sevilha
    • Exposição Física
  • A Expansão Portuguesa e a Arte do Marfim

    • Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian
    • 25/6/1991 a 15/9/1991
    • Exposição Física
  • Portugal na Abertura do Mundo

    • Bruges
    • Exposição Física
  • Esplendores de Portugal - Cinco séculos de Arte - 1450-1950

    • Japão
    • 29/5/1999 a 28/11/1999
    • Exposição Física
  • Encontro de Culturas. Oito Séculos de Missionação Portuguesa

    • Lisboa, Mosteiro de S. Vicente de Fora
    • Exposição Física

Obras relacionadas

Multimédia

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