Descrição: Instrumento cilíndrico com um bico por onde sai a chama produzida por torcida de algodão embebida em líquido combustível. É fechado com tampa e tem uma asa.
Origem/Historial: O fogacho era utilizado como sistema de iluminação nas embarcações do candil, para a pesca do candil ou candeio, realizada à noite na baía da praia da Nazaré. Era aplicado (aos pares) suspenso na cruzeta, colocada na popa da lancha auxiliar do candil.
Podia também ser utilizado como forma de comunicação entre os "velhos de terra", que esperavam na praia, e as traineiras quando chegavam às "boias" (local no mar, na baía da Nazaré) e pretendiam vir a terra descarregar a sardinha (cf. pintura de Coelho da Silva, “Sinal à barca”, inv. 26 Pint.)
Este fogacho foi recolhido por Eduíno Borges Garcia, um dos organizadores do Museu Dr. Joaquim Manso nos anos 1960-70.
Incorporação: Recolha de Eduíno Borges Garcia, investigador e um dos organizadores do Museu Dr. Joaquim Manso.