Descrição: Instrumento de madeira que termina em forma aguçada. Apresenta recorte interior vazado onde sobressai uma haste ponteaguda a que os pescadores chamam "língua"; a parte posterior termina numa reentrância em U, vulgarmente designada por "cú". Numa das faces tem a sigla FV.
Origem/Historial: Utiliza-se na confecção da rede de arte xávega.
A agulha de fazer rede é um objecto que começou por ser feito em madeira (castanho, medronho, pinho) e, com o passar do tempo, têm sido utilizados outros materiais, nomeadamente o metal e o plástico. O seu tamanho varia consoante a dimensão da malha.
De uma maneira geral, as agulhas eram feitas pelos próprios pescadores, que utilizavam para o efeito uma navalha. Na Nazaré também se fabricavam agulhas de madeira, tendo sido o último fabricante o taberneiro Júlio Caetano Ramos.
A arte de tecer redes passou de geração em geração e era confeccionada, na maioria das vezes, pelos próprios pescadores. Os redeiros consideram mais difícil remendar a rede, particularmente, colocar um espelho, do que tecê-la.
O carácter artesanal do fazer a rede deu progressivamente lugar ao fabrico em série; actualmente, os pescadores continuam a remendar as suas redes mas já são poucos os que as fazem.
Incorporação: Doado por Emílio António Conde Vasco