Descrição: CANDEEIRO DE AZEITE DE DOIS LUMES, em liga de latão, composto por base circular de bordadura moldurada em aresta e zona central alteada servindo de esteio para a coluna que consiste em vara cilíndrica ao longo da qual são inseridos diferentes componentes da peça, podendo os mesmos ser mobilizados, começando inferiormente pelo depósito cilíndrico, de cúpula troncocónica moldurada, com dois bicos laterais encurvados e ascendentes; acima deste, a chave em forma de argola circular acoplada a um pináculo oco com movimento verticalizado, que é seguido superiormente por peça com dupla argola que permite o posicionamento do refletor, crucífero, suspenso a partir de gancho, sendo este denteado interiormente para, através de atrito, se alterar o grau de inclinação daquele na relação com a emissão de luz; o quebra-luz de orientação regulável como vimos, é sobrepujado por pequena placa de quatro lados recortados, o porta-acessórios do lume, de que pendem a partir de correntes metálicas, o espevitador, o balde, o apagador e o morranzeiro; a rematar superiormente a luminária, uma pega circular em formato de argola com pino no topo.
"CANDEA| Assim chamaram os antigos Portugueses a toda a lâmpada ou tocha, sem diferença de arder em azeite ou cera a sua chama. Ou do latino «candella» ou do arábigo «candil», eles derivaram o nome «candêa» que ainda conservamos em a Procissão das «Candéas». Em os tempos mais chegados ao nosso chamaram «candêa» ao rolo de cera, e de que nas missas particulares e usos domésticos se usava". In VITERBO, Fr. Joaquim de Santa Rosa de. (1966) - "Elucidário das Palavras, Termos e Frases (...)", Livraria Civilização, 2º volume, p. 66.
“A presença de diminutos acessórios (…). O seu número é em geral de quatro, o balde, o morranzeiro, o apagador e o espevitador, e desempenham funções específicas no auxílio prestado à queima. O morranzeiro, de morfologia curva adaptada à forma dos bicos do depósito, é usado para empurrar a torcida para dentro destes. O espevitador serve para retirar o morrão da torcida que é depois colocado no balde. Por fim o apagador como o nome indica cessa a combustão por ausência de oxigénio ao cobrir o bocal”. In FERREIRA, Teresa, LE GAC, Agnés, SIMAS, Maria (2011). - "Candeeiros de Azeite do Museu de Évora. Coleção Margiochi", IMC/Museu de Évora.
Incorporação: Senhor Dr. José Maria da Costa Júnior
Centro de Fabrico: PORTUGAL
Bibliografia
VITERBO Fr. Joaquim de Santa Rosa de. (1966) - "Elucidário das Palavras, Termos e Frases (...)", Livraria Civilização, 2º volume.
FERREIRA, Teresa, LE GAC, Agnés, SIMAS, Maria. (2011). "Candeeiros de Azeite do Museu de Évora. Coleção Margioche", IMC/Museu de Évora.