Caixa-vitrina para leque

  • Museu: Museu dos Biscainhos
  • Nº de Inventário: 175 (b) MB
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Dimensões (cm): Comp. 42,5 x Alt. 4,6 x Larg. 31,7
  • Descrição: Caixa vitrina em madeira para exposição parietal de leque, de formato paralelipipédico, com tampa basculante organizada como um caixilho de madeira guarnecido na cercadura com ornato embutido de filete ondulante, sendo os cantos salientados por quadrados em tonalidade mais escura, sobre os quais foram acopulados florões/rosetas modelados em metal amarelo; ao centro, em abertura de recorte rectângular, foi aplicado um vidro cuja transparência permite a visibilidade da peça. A cobertura é articulada por sistema de dupla dobradiça e o fecho é composto por gancho de metal de liga pobre. No interior, o fundo é forrado a tecido de damasco de seda lavrada com motivos florais a dourado e verde sobre fundo cor-de-pérola. A presente tipologia de vitrina de suspender foi vulgarizada no contexto oitocentista europeu período que correspondeu a um uso intensivo de leques por parte das damas.
  • Origem/Historial: Trata-se de uma caixa de suspender da parede constituindo vitrina para um leque, tendo dado entrada no museu associado ao nº de invº 175 (a) MB, um espécimen "brisé" de produção chinesa. O objecto em foco apresenta-se de feição ocidental e oitocentista, tendo por conseguinte origem diversa do mencionado "hu-shan", sendo comum o uso destes expositores para qualquer tipo de leque. O doador, o Sr. Dr. José Maria da Costa Júnior, foi um coleccionador de peças artísticas pelo que poderá ter obtido a moldura isolada ou já associada ao abano, que é obviamente o artefacto de maior interesse histórico, não só por se tratar de fabrico êxtremo-oriental como por ser datável do século XVIII, presumivelmente Dinastia Qing, Reinado Qianlong; ainda no enquadramento da proveniência, aponta-se a possibilidade de herança por parte do pai do supra-citado, que desenvolvera como actividade profissional a de comércio de antiguidades, à época conhecida em Portugal como "bric-à-brac". Considera-se que a peça como vitrina enquadradora de leques, típica do gosto europeu, poderá ter decorado interiores civis portugueses, desde o século XIX até ao século XX.
  • Incorporação: Legado do Senhor Dr. José Maria da Costa Júnior

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