Descrição: Chapéu feminino confeccionado em malha de fibra sintética, ou mista de palha e fio sintético (?), de cor negra, com um desenvolvimento espiralado a partir do centro do topo, definindo uma copa tronco-cónica de formato irregular, com um estreitamento a meia altura com ligeiro boleamento; prolonga-se para a parte interna da peça até à zona boca correspondente ao encaixe da cabeça em que se aplica uma fita de tecido de gorgorão de seda preta para permitir o isolamento do contorno periférico.
O lado esquerdo foi guarnecido com a aplicação de flores artificiais em tecidos de musselina e de cetim de seda brancos, sintéticos (?); um elástico de rolinho permite a fixação da peça.
Tradicionalmente, o chapéu feminino era realizado no contexto dos ateliês de modistas e costureiras, ou mesmo em casa por damas mais prendadas, integrando diversificados materiais estruturantes do casco , nomeadamente, têxteis, palha entrançada, malha de fibra ou feltro, neste último caso proveniente de produção industrial, a que se acrescentavam adereços de acordo com a moda e o gosto dos autores, designadamente, penas, plumas, flores artificiais, rendas, fitas de seda ou de veludo, artigos geralmente disponiveis em casas comerciais.
Glossário|
Casco| Armação de chapéu de senhora.
Feltro |O feltro foi uma das principais matérias-primas da confecção chapeleira, sendo obtido a partir do pêlo predominantemente de coelho, embora também o tivesse sido do da lebre e de castor, através de um processo produtivo de grande complexidade, inicialmente manufacturado mas desde os finais do século XIX em sistema industrial mecanizado.
Incorporação: Outro
Bibliografia
MUSEU DOS BISCAINHOS - "O Chapéu Feminino em Braga. 1910-1915". Braga: Assembleia Distrital de Braga. Museu dos Biscainhos, Maio de 1980