Chapéu feminino
-
Museu: Museu dos Biscainhos
-
Nº de Inventário: 2831 MB
-
Super Categoria:
Arte
-
Categoria: Traje
-
Autor:
Autor desconhecido (Ateliê de Modista (?))
-
Datação: Século 20
-
-
-
Dimensões (cm): Alt. cerca de 13 x Larg. cerca de 28
-
Descrição: Chapéu feminino confeccionado em ráfia mole – que se presume sintética -, entrançada, de cor negra, definindo uma copa semi-esferóide achatada, formando uma espécie de calota inclinada, e uma aba de largura irregular, definida pelo prolongamento daquela, sendo revirada e cosida por costura na área posterior (?); na face lateral é guarnecida com um feixe de penas naturais de pomba (?), ou de galo (?), tingidas de preto.
A boca, ou abertura da cabeça, encontra-se internamente forrada a fita de tecido de gorgorão de seda, na cor única da peça, que contorna a extremidade da mesma. Em dois pontos diametrais opostos, um duplo elástico de rolinho une-se à borda por costura.
Tradicionalmente, o chapéu feminino era realizado no contexto dos ateliês de modistas ou de costureiras, ou mesmo em casa por damas mais prendadas, e composto a partir do casco, concretizável em diversificados materiais estruturantes como têxteis, ráfia, palha entrançada, ou feltro, neste último caso proveniente de produção industrial, a que se acrescentavam “fournitures”, ou seja, adereços, de acordo com a moda e o gosto dos autores.
Glossário|
Casco| Armação de chapéu de senhora.
Feltro|O feltro foi uma das principais matérias-primas da confecção chapeleira, sendo obtido a partir do pêlo predominantemente de coelho, embora também o tivesse sido do de lebre e de castor, através de um processo produtivo de grande complexidade, inicialmente manufacturado mas desde os finais do século XIX em sistema industrial mecanizado.
Ráfia|Ráfia é a fibra de palmeiras do gênero botânico pertencente à família Arecaceae. Existe também um composto sintético de polipropileno que imita a fibra da ráfia pelo que recebe a mesma denominação.
-
-
Origem/Historial: Posteriormente ao falecimento da Senhora Dona Maria da Purificação de Araújo e Brito Lima da Rocha Aguiã, o seu marido, o Senhor Dr. António Alberto de Magalhães Barros Lançós Cerqueira Queiroz fez doação ao Museu dos Biscainhos, em 1990, de um importante núcleo de Traje Civil português, que pertencera à família da sua esposa, datável maioritariamente do século XIX, de que o presente espécimen fez parte integrante.
-
Incorporação: Doação do Senhor Dr. António Alberto de Magalhães Barros Lançós Cerqueira Queiroz| Colecção Senhora Dona Maria da Purificação de Araújo e Brito Lima da Rocha Aguiam, da Casa da Ponte, Arcos de Valdevez.
-
Centro de Fabrico: Portugal , Porto.