Sombrinha
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Museu: Museu dos Biscainhos
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Nº de Inventário: 2719 (a) MB
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Traje
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Dimensões (cm): Alt. 63,5 (peça incompleta) x Larg. 56
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Descrição: Sombrinha constituída por uma cobertura em formato sugestivo de pagode, confeccionada em oito panos triangulares e de aresta inferior concavada, em tecido de seda natural de cor verde, lavrado com motivo de tarja em tom mais escuro; apresenta-se forrada interiormente por tecido de seda natural branca. Aquela é sustentada por um sistema de oito varetas articuláveis que se presumem em barba de baleia mas que estando encobertas pelo forro mencionado não é possível precisar; na área visivel da vara observa-se ainda um pequeno tubo cilíndrico em metal pintado de negro que se movimenta verticalmente, permitindo a abertura e o encerramento da peça através de duplo travão concretizado por duas molas de arame encastradas; as extremidades das varetas são ornamentadas por minúsculas ponteiras esferóides em marfim; suspenso de um destes elementos encontra-se um curto e fino cordão de passamanaria em fio de seda verde-escuro, rematado por borla com franja em fio de seda frouxo castanho dourado.
A haste é em madeira não identificada (nogueira?), encaixada superiormente num cabo decorativo em marfim, baixo-relevado em motivo sugestivo de tulipas e, inciso, definindo anéis; presentemente, não possui a empunhadura de marfim por fractura. Na extremidade inferior desta um anel de marfim remata a cobertura e uma ponteira do mesmo material completa o objecto.
No período atribuível à peça, a sombrinha constituía um acessório indispensável da moda feminina europeia/ocidental.
A sombrinha foi um relevante acessório do traje feminino europeu desde o século XVIII, sendo especialmente vulgarizada na centúria seguinte. Assumiu diferentes formas e materiais no contexto da indumentária nobre e burguesa da sociedade portuguesa, influenciada pela hegemonia da moda francesa. Nesta produção incluiram-se desde os materiais mais acessíveis aos mais luxuosos, como os tecidos de linho/algodão e de seda, metais, madeiras, prata, madrepérola, marfim, e matérias sintéticas que imitavam este último e os lacados. Refere-se ainda o gosto generalizado na Europa pelos artigos exóticos do Extremo Oriente em que se inseriu a importação de objectos nipónicos.
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Origem/Historial: A peça de vestuário é proveniente de doação anónima.
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Incorporação: Doacção anónima.
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Centro de Fabrico: Europa (?).
Bibliografia
- SILVA, Armando; DAMÁSIO, Luis, SILVA, Guilherme - Casas Armoriadas do Concelho de Arcos de Arcos de Valdevez (Subsídio para estudo da nobreza arcoense), Vol. II: Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, 1992
- SILVA, Maria Madalena de Cagigal - "S.M. Rainha D. Amélia" in "Ensaios nº5". Lisboa: Dir.-Geral do Património Cultural. Museu Nacional dos Coches, 1976
- SIQUEIRA, Maria Laura Viana de - "Introdução" in "Sombrinhas". "Ensaios", nº 3. Lisboa: DGPC - Museu Nacional dos Coches, 1976
- TEIXEIRA, Madalena Braz; "et allia" - Museu Nacional do Traje. Roteiro. Lisboa: Instituto Português de Museus, 2005