Descrição: AREEIRO confecionado em liga de estanho, em formato de prisma hexagonal com as faces laterais e superior decoradas; esta, com filetes paralelos relevados, é concâvada e perfurada centralmente com pequenos orifícios dispostos concêntricamente para a passagem da areia que, no passado, se dispunha no interior; as restantes apresentam temáticas diversificadas, designadamente, símbolo cordiforme trespassado lateralmente por duas setas, pássaro/ave de asa levantada, disposta entre folhagem e de perfil à esquerda na ótica do observador, flor de oito pétalas, espécime floral tetra petalada, sequenciando-se outro exemplar de flor mas de representação verticalizada, com estame (?) central envolto por dupla pétala e dupla sépala (?), considerando-se a possibilidade de constituir ilustração de flor de lis, e, como última referência, um querubim alado (?) sobrepondo-se a reserva preenchida por quadriculado; observa-se que todos os vértices prismáticos são decorados com um ornato fitomórfico de haste central e folhas laterais de redução dimensional ascendente.
A presente peça, de atribuída produção portuguesa, será datável do Seiscentismo ou mesmo anterior e foi divulgada na obra "Estanhos Portugueses" de Rolando Van Zeller, através da estampa LXXIV.
GLOSSÁRIO
AREEIRO| Recipiente para areia disposta no interior, com pequenos orificios para a passagem daquela, a fim de ser aplicada sobre textos manuscritos a tinta, para colaboração no processo de secagem.
Incorporação: Proveniente do Museu de Etnologia do Porto.
Centro de Fabrico: Portugal (?)
Bibliografia
VAN ZELLER, Rolando. - Estanhos Portugueses. Livraria Civilização, Editora do Minho, Barcelos, 1985