Descrição: BILHETEIRA estruturada em madeira de sândalo (?) perfumada, em formato paralelepipédico achatado, e composta por duas peças, a caixa e a respetiva tampa.
As duas faces principais apresentam a mesma composição de figuras orientais em ambiente de ar livre, junto de estruturas arquitetónicas e de árvores, observando-se que muitas daquelas ostentam nas mãos "pien-miens" (1) acessório milenar típico dos dois géneros no contexto da sociedade chinesa.
No final do século XIX e inícios do seguinte, a arte extremo-oriental, proveniente da China e do Japão tornou-se especiamente apreciada na atmosfera aristocrática e burguesa ocidental (Europa e Américas), fruto da divulgação da produção daqueles países ocorrida nas grandes exposições universais realizadas no decurso do oitocentismo e da abertura dos respetivos portos comerciais perante a imposição da presença europeia nomeadamente na China.
A caixa-bilheteira integra-se num contexto do quotidiano oitocentista, e servia para a introdução de cartões de visita. As características do espécime em análise apontam para uso masculino.
Notas
(1) Designação em chinês da ventarola, cuja tradução significa "para agitar o ar".
Origem/Historial: Tratando-se de um objeto que pertenceu ao Senhor Dr. José Maria da Costa Junior, apreciador de antiguidades, a presente caixa-bilheteira sendo datável do século XIX, foi presumivelmente herdada de seu pai, - comerciante de "bric-à-brac" -, ou adquirida como peça ornamental - eventualmente integrável em vitrina - na sua casa na Rua do Souto desta cidade de Braga.
Incorporação: Senhor Dr. José Maria da Costa Júnior.
Centro de Fabrico: Extremo Oriente. Presumivelmente China.